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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Você conhece a Bíblia? - Êxodo



Êxodo é o 2º Livro da Bíblia e o 2º do Pentateuco.
Tem 40 capítulos, com 1.213 versículos
, sendo que 487 versículos, ou 40 % do livro, são preditivos.

O título vem do centro da narrativa: a saída de Israel do Egito. Tanto a palavra grega, êxodos, utilizada pela Septuaginta como a portuguesa significam saída. Na Bíblia Hebraica, é chamado pela primeiras palavras, "Shemoth", que significa "nomes".

Autor e Data

Moisés, que significa "tirado das águas", é a figura central e autor do livro. Filho de hebreus, criado como príncipe, Moisés fugiu para o deserto, onde o Eu Sou lhe chamou para tirar seu povo da escravidão e guiá-lo à Terra Prometida. Moody disse que Moisés gastou 40 anos pensando que era alguém, 40 anos aprendendo que não era ninguém e 40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um ninguém.
Quatro passagens dão forte apoio à sua autoria de pelo menos boa parte do livro (17.14; 24.4,7; 34.27). Em diversos eventos e encontros com Deus, Moisés recebeu a revelação das coisas que Deus queria que ele soubesse. Assim, inspirado pelo Espírito Santo, Moisés comunicou aos hebreus, tanto na forma oral como na escrita, as informações reveladas.
O livro é datado entre a saída do Egito e a morte de Moisés, por volta de 1400 a.C.


Algo de Êxodo

Êxodo prossegue a narrativa de Gênesis. Setenta pessoas entraram no Egito no tempo de José e multiplicaram-se em milhões. Escravizados por faraós que não conheceram José, os hebreus viram-se sobre opressão durante grande parte dos 430 anos no Egito. Êxodo trará a história de Moisés, a saída de Israel do cativeiro, a caminhada do Egito até o monte Sinai onde recebeu a lei de Deus e as instruções para a edificação do tabernáculo. O livro termina com a construção do tabernáculo, lugar da habitação de Deus.

A primeira seção (1.1-13.6) traz a opressão e reclamação dos hebreus no Egito, até chegar ao Deus de Abraão, que escolhe um profeta para ser o libertador. A libertação foi um processo, através de dez pragas, que aconteceram durante certo tempo. As pragas demonstram a superioridade do Deus dos escravos sobre os deuses dos poderosos egípcios e, garantem liberdade aos hebreus. A segunda seção apresenta a jornada até o Sinai (13.17-18.27). Com Deus sempre presente, os hebreus testemunham o poder de Deus, depois experimentaram o cuidado com Seu povo, são protegidos dos seus inimigos, e anciãos são estabelecidos como supervisores. A última seção enfoca as revelações junto ao Sinai (19.1-40.38). Deus faz uma aliança com os libertos da escravidão. Os Dez mandamentos são entregues, e o bezerro de ouro mostra o resultado da desobediência. Também instrui sobre o tabernáculo e seu mobiliário, e por fim, mostra sua edificação e a presença de Deus no edifício após o encerramento da obra.

Moisés, o libertador de Israel, é um tipo do nosso Libertador. Arão o sumo sacerdote, nos lembra do nosso Sumo Sacerdote, que intercede por nós.
Sem falar do maior tipo de Cristo: o cordeiro devia ser imolado, e seu sangue passado nos umbrais das portas das casas dos israelitas, salvando os primogênitos da morte. O Cordeiro de Deus foi imolado por nós, e o Seu sangue nos salva da morte (Êx 12).
Quando chama Moisés, Deus se revela como o Grande EU SOU. Séculos mais tarde, o Cristo se revela a Seus discípulos como o Eu Sou. Dentre os paralelos, Deus prove o maná ao povo no deserto, e Jesus é o Pão da Vida que desceu dos céus. O candelabro é luz para o tabernáculo, e Jesus é a Luz do Mundo.

O mar Vermelho se abre para o povo passar. Lembra-nos de que não importa as dificuldades ou os problemas à nossa frente, Deus é quem nos livra de qualquer mal. Ele faz o mar abrir e nos deixa passar.
O bezerro de ouro nos lembra de que a adoração não deve ser como nós queremos dar a Deus. Se a adoração é para Ele, deve ser como Ele quer.
A nuvem da Glória guia o povo no deserto, lembrando-nos que nós precisamos ser guiados pela Glória de Deus. Não podemos nos levantar, ir em frente ou parar sem que o Senhor nos guie. A Presença de Deus é a nossa guia.

O óleo é uma das representações mais conhecidas do Espírito Santo. O óleo da unção é um tipo do Espírito Santo, que prepara tanto os fiéis como os sacerdotes para o culto divino (cap. 30).
As referências mais diretas ao Espírito Santo podem ser encontradas em 31.3-11 e 35.30-36.1, quando Bezalel e Aoliabe são capacitados para fazerem a obra do tabernáculo. As habilidades naturais deles foram enriquecidas e aumentadas para executar as tarefas necessárias com excelência e precisão. É o Espírito Santo que capacita os Seus servos para trabalharem para o Reino, independente de qual seja a função de cada um. O mesmo Espírito que estava em Moisés é o que estava em Bezalel e Aoliabe.

Fontes:
- minha cabeça;
- Bíblia de Estudo Plenitude, SBB;
- Bíblia de Estudo Profética de Tim La Haye, Hagnos;
- Bíblia de Estudo Almeida, SBB.