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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Você conhece a Bíblia? - Levítico



Levítico é o 3º Livro do Pentatecuco, sendo assim o 3º livro da Bíblia. Possui 27 capítulos e 839 versículos.

A Septuaginta deu a este livro o nome de Levítico, já que trata especialmente do ministério levítico. A Bíblia Hebraica o nomeia pela sua primeira palavra, Wayiqrá, que significa "E chamou".
37 profecias distintas aparecem em 506 versículos, ou seja, 59% do livro, mas 91% dessas profecias têm caráter tipológico, são exemplos ou padrões de pessoas ou eventos. O Novo Testamento cita Levítico pelo menos 90 vezes.

O livro cobre pouco mais de um mês (Êx 40:17; Nm 1.1), da construção do Tabernáculo ao recenseamento do povo.


Autor e Data

Em 1.1, o texto se refere à palavra do Senhor, que foi proferida a Moisés do tabernáculo da assembléia; isso forma a base de todo este livro das Escrituras. Os sacerdotes e levitas preservaram seu conteúdo.

Levítico contém pouca informação histórica que forneceria uma data aproximada, mas a aceitação da autoria mosaica data sua escrita por volta de 1445 a.C.. O livro descreve o sistema de sacrifícios e louvor que precede a época de Esdras e relembra a instituição do sistema de sacrifícios.

Os levitas

Os levitas eram os descendentes do terceiro filho de Jacó, Levi. Eles não receberiam herança na Terra Prometida, mas teriam direito a 48 cidades para habitar, repartidas entre as terras das outras tribos. Eles haviam recebido algo melhor como herança: o SENHOR era a sua herança. Eles foram separados para servir ao SENHOR. Deveriam cuidar das coisas sagradas e celebrarem os ofícios religiosos.

Algo de Levítico

O livro da expiação e da santidade. O título pode fazer pensar apenas nos assuntos dos levitas, mas não é verdade. Ele lida com muitos assuntos relacionados à pureza, santidade, sacerdócio, santidade de Deus e santidade na vida diária. Os termos "santidade", "santo" e "santificar" aparecem 152 vezes; "expiação" aparece cerca de 45 vezes; "sacerdote", 189 vezes.

A teologia do Livro de Levítico conecta santidade à vida cotidiana. Mesmo que destaque as cerimônias e rituais, é necessário compreender mais profundamente a santidade: que santidade afeta não somente o meu relacionamento individual com Deus, mas também o meu relacionamento de amor e respeito com o meu próximo. O código de santidade permeia a obra porque cada indivíduo deve ser puro, pois Deus é puro e a pureza de cada indivíduo é a base da santidade de toda a comunidade da aliança. Se Jesus nos diz que devemos fazer aos outros o que queremos que eles nos façam, "porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7.12), é um reflexo de Lv 19.18, “amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Muitos de nós achamos a leitura e compreensão do livro impossível ou inadequada, mas para a tradição primitiva, Levítico era o primeiro livro a ser ensinado para as crianças na educação judaica. Ele lida com o caráter e a vontade de Deus especialmente em assuntos de santidade, que os sábios judeus consideravam de importância primária. Eles sentiram que, antes de proceder a outros texto bíblicos, as crianças deveriam, antes de mais nada, ser educadas sobre a santidade de Deus e a responsabilidade de cada indivíduo pra viver uma vida santa.
A Santidade (Kedushah) é uma palavra-chave em Levítico, descrevendo a santidade da presença divina. A santidade está sendo separada do profano, e santo é oposto do comum ou secular.

Os holocaustos (olah) são sacrifícios totalmente consumidos sobre o altar, também chamado de oferta queimada. As ofertas de manjares (Minchah) são uma oferta de tributo feita para garantir ou manter o favor divino, indicando que os frutos do trabalho de uma pessoa são dedicados a Deus. Os sacrifícios de paz ou das graças (shelamim) fornecem expiação e permitem que o ofertante coma da carne do sacrifício. Isso costumava acontecer em ocasiões de alegria. O sacrifício pelos erros (chatta’t) é usado para tirar a impureza do santuário. O sacrifício pelo sacrilégio (Asham), oferta pela culpa ou oferta de compensação, é preparado para a violação da santidade da propriedade de Deus ou de outras pessoas, normalmente por um falso testemunho. Os erros profanam a santidade de Deus e é exigida uma oferta.

O calendário litúrgico presente em Levítico também incluía o Ano de Descanso, quando os escravos israelitas e pessoa endividadas eram emancipadas, bem como à redenção da terra. O Ano de Jubileu mostrava que as terras de Israel, e o próprio povo, pertencem a Deus e não a qualquer indivíduo, e por isso devem ter um descanso após quarenta e nove anos.

Quanto ao Cristo, Levítico apresenta Jesus Cristo, nosso sacrifício pelo pecado. Os rituais de sacrifícios nos remetem ao sacrificado por nós, além do ministério sacerdotal tendo seu destaque, mostra-nos que Ele é o nosso Sumo Sacerdote. Essa linguagem é bem clara no ensino de Hebreus.

As sete festas do Senhor no capítulo 23 antecipam :
1º Páscoa - Cristo nossa Páscoa;
2º Pães Ázimos - o Pão da Vida;
3º Primícias - a ressurreição de Cristo;
4º Semanas - cinquenta dias depois das Primícias - Pentecostes;
5º Trombetas - a reunião futura de Israel;
6º Dia da Expiação - Cristo e Israel nos últimos dias;
7º Tabernáculos - uma celebração das libertações, a passada e a futura.

Por fim, como nota pessoal, Levítico 19:2, Sede santos, porque Eu, o SENHOR, vosso Deus, sou Santo, é a mesma exortação de I Pedro 1:16. E na minha memória, é o texto de Levítico que mais é frequente.

Fontes:
- Bíblia de Estudo Plenitude, SBB;
- Bíblia de Estudo Profética de Tim La Haye, Hagnos;
- Bíblia de Estudo Almeida, SBB.