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domingo, 1 de março de 2009

Você conhece a Bíblia? - II Samuel


II Samuel é o 10º livro da Bíblia, e o 5º livro Histórico. Possui 24 capítulos e 695 versículos, apresentando a história da fundação do reino de Israel. 

Os livros de I e II Samuel eram originalmente um só. A divisão em dois apareceu na Septuaginta, mas continuaram unidos no texto hebraico até a publicação da Bíblia Hebraica em 1517 d.C.



Vinte e duas profecias especifícas aparecem em 68 versículos, 10% do livro. De grande importância são as profecias da Aliança Davídica, no capítulo 7. Irrevogável e eterno, essa aliança garantiu a Davi uma casa eterna, um reino eterno e um trono perpétuo. A única condição era que qualquer descendente de de Davi que fosse desobediente, seria castigado. Jesus, o Filho de Davi, é o cumprimento dessa promessa.


Autor e Data


Sem dúvida, Samuel registrou boa parte da história de Israel neste período. No entanto, outros materiais haviam sido colecionados e puderam ser usado como fontes pelo autor real. Três dessas fontes são mencionadas em 1Cr 29.29, a saber: as “crônicas de Samuel, o vidente”, as “crônicas do profeta Natã” e as “crônicas de Gade, o vidente”. Tanto Gade como Abiatar tinham acesso aos eventos da corte do reino de Davi, de forma que ambos são candidatos à autoria desses dois livros.


Os dois livros devem receber uma data posterior à divisão do reino em duas partes, divisão que aconteceu logo depois do governo de Salomão, 931 a.C, por causa do comentário encontrado em 1Sm 27.6 “pelo que Ziclague pertence aos reis de Judá, até ao dia de hoje”. Embora, com freqüência, fosse traçada uma diferenciação entre Israel e Judá, e embora Davi tenha reinado em Judá por sete anos e meio antes da unificação do reino, não havia reis em Judá antes desta data.

Algo de II Samuel


2 Sm trata da ascendência de Davi ao trono e dos quarenta anos do seu reinado. Começa com a morte de Saul e Jônatas na batalha do monte Gilboa. Davi é, então, ungido rei sobre Judá, sua própria tribo. Há um jogo de poder pela casa de Saul entre Isbosete, filho de Saul e Abner comandante-chefe dos exércitos de Saul. Davi reina sete anos e meio sobre Judá.


Davi unifica tanto a vida religiosa quanto política da nação ao trazer a arca do Testemunho da casa de Abinadabe, onde havia estado desde que fora recuperada dos filisteus (6.1-7.1).


Em II Samuel 6 vemos a Arca sendo trazida de volta. Ela fora roubada, e ao trazer o trono visível do Deus Invisível de volta, Davi se alegra e dança. Mas, aprendemos antes que a Arca, a Presença de Deus não pode ser trazida por bois, sem sacrifícios, do jeito que queremos. E sim que devemos trazê-la nos ombros.

O tema do Rei vindouro, o Messias, é introduzido quando Deus estabelece uma aliança perpétua com Davi e seu reino. “Teu trono será firme para sempre” (7.16).


Davi derrota com sucesso os inimigos de Israel, e inicia-se um período de estabilidade e prosperidade. Tristemente, porém, a sua vulnerabilidade e fraqueza o leva ao pecado com Bate-Seba e ao assassinato de Urias, esposo dela.


Apesar do arrependimento de Davi depois de confrontado com o profeta Natã, as conseqüências da sua ação são declaradas com todas as letras: “Agora, pois, não se apartará a espada jamais de tua casa” (12.10). Primeiro, Amnom, o primogênito de Davi, comete incesto, obrigando sua irmã Tamar a deitar-se com ele. Pelo estupro de sua irmã, Absalão mata Amnom. Absalão, filho de Davi, depois de uma longa separação de seu pai, instiga uma rebelião contra o rei, e Davi foge de Jerusalém. A rebelião termina quando Absalão, pendurado numa árvore pelos cabelos, é morto por Joabe.


Há uma desavença entre Israel e Judá a respeito da volta do rei a Jerusalém. Um rebelde chamado Seba instiga Israel a abandonar Davi e a voltar para casa. Embora Davi tome uma série de decisões desafortunadas e pouco sábias, a rebelião é sufocada, e Davi é mais uma vez estabelecido em Jerusalém.

O livro termina com dois belos poemas, uma lista dos valentes de Davi e com o pecado de Davi em fazer o censo dos homens de guerra de Israel. Davi se arrepende, compra a eira de Araúna e apresenta oferendas ao Senhor no altar que constrói.


Davi e seu reino esperavam a vinda do Messias. O cap. 7, em especial, antecipa o futuro Rei. Deus interrompe os planos de Davi de construir uma casa para a arca e explica que enquanto Davi não pode construir uma casa para Deus, Deus está construindo uma casa para Davi, ou seja, uma linhagem que dure para sempre.


Pela sua vitória sobre todos os inimigos de Israel, pela sua humildade e compromisso com o Senhor, pelo seu zelo a favor da casa de Deus e pela associação dos ofícios de profeta, sacerdote e rei na sua pessoa, Davi é um precursor da Raiz de Jessé, Jesus Cristo.


A  atuação do Espírito como conselheiro pode ser apreciada nas muitas ocasiões em que Davi “consultou o Senhor” através do sacerdote e do éfode.


A obra de convencer e de condenar do Espírito é claramente percebida quando o profeta Natã enfrenta Davi por causa do seu pecado com Bate-Seba e Urias. O pecado de Davi é desnudado, a justiça é feita, e o julgamento é anunciado. Isso, no quadro microcósmico de 2 Sm, ilustra o amplo ministério do Espírito Santo no mundo através da igreja investida do poder do Espírito.


Fontes:
- minha cabeça;
- A Bíblia em 100 dias;
- Bíblia de Estudo Profética
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