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terça-feira, 2 de junho de 2009

Você conhece a Bíblia? - Eclesiastes



Eclesiastes é o 21º livro da Bíblia, e o 4º Poético. Possui 12 capítulos e 222 versículos.

O nome hebraico de Eclesiastes é "O Pregador" (Queleth), ou seja, o orador numa assembleia. O nome grego Eclesiastes deriva de ekklesia (assembleia) e significa “aquele que fala a uma assembleia”. O título na nossa Bíblia vem da tradução grega da palavra hebraica para "o Pregador". Na Antiguidade, o povo do Oriente Médio gostava de ir a reuniões designadas para debates filosóficos.


Provavelmente escrito no final da vida de Salomão, Eclesiastes declara a futilidade (vaidade) da vida sem Deus. Frases-chave incluem "debaixo do sol" (29 vezes), "vaidade" ou "vaidades" (37 vezes), e "aflição de espírito" (9 vezes).
Apenas sete versículos, a maioria sobre julgamentos de Deus, 3% do livro, são de natureza profética.

Autor e Data

Eclesiastes foi escrito no crepúsculo da carreira de Salomão, quando ele parecia ter voltado para o Senhor (apesar de tal fato não ser mencionado em I Reis). A maior parte da vida é sobre a futilidade de uma vida que não é centrada em Deus e em Sua vontade. Salomão também enfatiza que a bênção na vida vem da obediência a Deus e aos princípios estabelecidos na Sua Palavra.

Tradicionalmente, Eclesiastes é datado perto do fim da vida de Salomão, que morreu por cerca de 931 a.C.

Algo de Eclesiastes

O livro começa com Salomão, imensamente rico e poderoso, tentando achar sentido e alegria sem Deus. Ele começa com a pergunta: "Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho [...] debaixo do sol [isto é, na terra]?". Depois reavalia sua busca pela verdadeira felicidade e satisfação.

Inicialmente, ele procura satisfação na natureza e na ciência. Em seguida, busca satisfação na sabedoria e na erudição, em vão. Depois tenta o prazer que advém das construções arrojadas; da posse de grandes propriedades, servos e bens; da arte, música, fama e grandeza. Ao ver tudo que conquistou e realizou, ele declara que não há "proveito nenhum [..] debaixo do sol".

Então Salomão explora assuntos pertinentes a filosofia, fatalismo, deísmo, estoicismo, boa conduta, riqueza, reputação e moralidade. Finalmente, conclui que a única satisfação verdadeira vem do temor a Deus e da obediência a Seus mandamentos (12.13).

Embora Salomão tenha investigado muitas abordagens da vida, ele enfatiza que Deus julgará cada obra. Isso se cumprirá durante o julgamento final (Ap 20.11-15).

Vaidade é uma palavra-chave no livro. O termo hebraico traduzido como vaidade é hebel (lit, fôlego), indicando assim aquilo que é mortal, transitório e efêmero. Tentando cada um dos caminhos propostos pela humanidade para alcançar o valor procurado, Salomão os acha evasivos (aflição de espírito), fugazes e transitórios (vaidade).

A sabedoria de 1.12-18 está desprovida de valor verdadeiro.

Qual deve ser nossa atitude diante do fato de que nem as realizações nem as coisas materiais são yitron, ou seja, não têm valor permanente? A resposta é que devemos desfrutar tanto a vida como também as coisas que Deus nos tem concedido (3.11-12; 5.18-20; 9.7-10), lembrando que, no final, Deus nos julgará pelo modo como fizemos isso (11.7-10).
Mesmo a vida humana, em qualquer sentido humanista e secular, não poder ser considerada como o yitron que o Pregador procura. Mesmo a relação de vida e morte é um tema subordinada no livro.
A busca do Pregador não está fadada a terminar numa nota de desespero. Ele não é um pessimista, é um otimista, o seu fracasso em descobrir algum valor absoluto, permanente, nesta vida (debaixo do sol), não significa que a busca seja um fracasso.
Ele se acha forçado a buscar o valor que tanto procura no mundo do porvir (não debaixo do sol, mas acima dos sol, por assim dizer). Embora não afirme isso especificamente, a lógica que envolve toda a busca o compele a encontrar o único verdadeiro yitron no temor (reverência) e na obediência a Deus (11.7 - 12.7). O dever da humanidade é a reverência a Deus e o cumprimento dos Seus mandamentos (12.13). Isso precisa acontecer, mesmo que durante esta vida não haja justiça verdadeira, pois Deus no fim, trará a juízo tudo o que existe (11.9; 12.14). Com esta observação profunda o livro termina.
O Pregador queria a verdade. Encontramos a verdade Naquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. A Sua Palavra, a Bíblia, nos ensina a Sua verdade. Muitos cristãos modernos aceitam a maioria das coisas que lhes são ensinadas, não verificando a Verdade na Bíblia. Outros, só aceitam aquilo que passa por seus sentimentos e inteligência, mesmo que isso contradiga a fundamentação bíblica.

Ao lado do privilégio de interpretarmos a Bíblia livremente, conforme estabelecido pelos reformadores, está a a obrigação de examinar as Escrituras a fim de ver o que elas realmente dizem.
Como Salomão/O Pregador não encontrou valor verdadeiro nas coisas terrenas e nos cômodos estilos de vida, devemos nos lembrar, nesses tempos de ganância e materialismo que invade até as igrejas, que somos estrangeiros nessa terra, que devemos pensar nas coisas que são lá de cima (Cl 3.1) e a não super estimar a ganância e as posses.
O Pregador entendeu que o materialismo, os tesouros deste mundo, de nada servem. Jesus advertiu contra a busca de riquezas deste mundo, lembrando que devemos buscar um tesouro nos céus (Mt 6.19-21). Não debaixo do sol, mas no céu.
Acreditamos que Deus fala através de sonhos e visões (Joel 2.28-31; At 2.17-21), mas nem todo sonho é voz de Deus (5.3). Paulo parece conhecer a sabedoria do Pregador, advertindo a igreja de Corinto à cautela sobre as línguas e a profecia (I Co 14.29), aconselhando uma manifestação ordenada, seguido de julgamento na assembleia sobre a declaração.


Fonte:
- Bíblia de Estudo Profética;
- Bíblia de Estudo Plenitude.