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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Você conhece a Bíblia? - Lamentações de Jeremias


Lamentações de Jeremias é o 3º Livro Profético (sendo também o 3º dos Profetas Maiores) e o 25º Livro da Bíblia Sagrada. Lm tem 5 capítulos e 154 versículos. Os judeus o chamavam “Ekah”, que significa “Como!”, a primeira palavra do livro. Essa palavra era comumente usada para significar “Ai!”. Alguns se referiram ao livro como “Qinot” ou “Lamentações”.

Era originalmente parte do Livro de Jeremias. Foi separado porque era lido em uma das festas de Israel e incluído nos Cinco Megilloth (os outros eram Cânticos, Rute, Eclesiastes e Ester). Lamentações é lido cada ano na Tisha B’av, um jejum que relembra a destruição do Templo de Jerusalém em 586 a.C.

Lamentações contém apenas quatro profecias, envolvendo nada mais que oito versículos dos 154, ou 5% do livro.

Autor

Mesmo que o texto de Lamentações não identifique especificamente o autor do livro, o estilo e o conteúdo pesaroso deixam pouca dúvida de que Jeremias, o profeta chorão, seja o autor.

II Cr 35.25 diz que o profeta era conhecido por compor lamentações. Deve ter sido escrito em 586 a.C.

Algo de Lamentações

Pranteando a queda de Jerusalém e a destruição do Templo de 400 anos de Salomão, Jeremias foi motivado a escrever estes poemas profundamente comoventes que lamentam o fim de uma era. As lamentações de Jeremias também expressam o amor e a tristeza do Senhor pelo Seu povo. Sua iniquidade e desvio da verdade trouxeram-lhe consequências trágicas.

A melancolia de Jeremias não é de desespero absoluto. Por causa das promessas do Senhor a Moisés e a Davi, o idoso profeta confia em que, se Israel realmente se arrepender e voltar pra Deus, haverá misericórdia, perdão e restauração. Deus não rejeitará para sempre (Lm 3.31).
Lamentações consiste em cinco poemas. Os primeiros quatro foram escritos em estilo acróstico utilizando como padrão o alfabeto hebraico. Nesses poemas acrósticos, cada uma das 22 letras do alfabeto hebraico é usada para iniciar uma estrofe do poema. No terceiro poema, cada letra inicia três estrofes consecutivas. O estilo acróstico, muito usado na época, era usado para memorização mais simples e rápida. O quinto poema é provavelmente uma oração pessoal.

Presente em meio às ruínas fumegantes do antigo Templo, Jeremias exprime seu clamor lamentoso pela misericórdia e bênção de Deus. As transgressões de Judá trouxeram não só a invasão cruel dos caldeus, mas a justa vingança de Deus. Em meio à escuridão da angústia, todavia, a esperança ainda brilha, pois as misericórdias e compaixão de Deus nunca falham. Como o venerável profeta diz em 3.23, “Novas são cada manhã; grande é a Tua fidelidade”.

Podemos aprender seis coisas com o sofrimento:

1 - O sofrimento deles era resultado dos seus pecados. Até os babilônicos reconheceram isso (Jr 40.3). O povo sabia que isso não era por acaso, mas sim devido à ira de Deus provocada por seus pecados (2.1).

2 - O sofrimento deles era visto como causado por Deus e não por seres humanos. Os babilônicos eram apenas o canal da vontade de Deus. Quarenta e quatro versículos fazem referência a esse fato. Ex: 1.13,15; 2.1-4; 3.1.37-38.

3 - O sofrimento deles poderia conduzi-los a Deus. Porém, está claro que o sofrimento não é resultado de um total abandono de Deus ou uma erradicação de Seus princípios da mente deles.

4 - Sofrimento, lágrimas e oração devem andar juntos. Eles foram encorajados a abrir seu coração a Deus, chorar diante Dele e contar a Ele todos os detalhes de sua dor, mágoa e frustração.

5 - A oração deve ser sempre feita buscando algum fio de esperança. A oração nunca deve ser derrotada pela aflição. Jeremias fala de sofrimento e aflição, mas também fala acerca de esperança, misericórdia, compaixão e fidelidade de Deus. É a prova de que a disciplina de Deus não significa que Seu amor tem cessado. Quando a disciplina cumprisse seu objetivo, as circunstâncias mudariam (3.31-32).

6 - Eles deveriam se submeter pacientemente aos seus sofrimentos. As suas aflições tinham de ser aceitas com paciência, conscientes de que isso terminaria quando a vontade de Deus fosse cumprida (3.26-32).

Lições

Para sobreviver à aflição é preciso colocá-la para fora. Ela precisa ser compartilhada com os outros e com Deus.

O povo de Deus aprendeu com as lições do cativeiro, e para nunca esquecerem aquela dolorosa experiência, começaram a ler o livro em um culto anual para recordar a destruição de Jerusalém. Se nós, Igreja de Cristo, recordássemos algumas de nossas falhas, pelas quais Deus nos disciplinou, essas falhas teriam menos chances de se repetirem.

Deus dá muitas bênçãos e iluminação aos cristãos, e depois nós viramos as costas para Ele... isso é um assunto muito sério. Os privilégios não nos livram de responsabilidade ou da disciplina. Eles aumentam nossa responsabilidade e nossa culpabilidade e acarretam uma disciplina mais séria. Verdadeiro a respeito de líderes da Igreja.

Deus frequentemente permite o sofrimento em nossas vidas para nos disciplinar, pois através disso nós aprendemos a obedecer-Lhe e nos tornamos mais fortes.

O principal motivo da disciplina é a restauração.

Claro que nem todo sofrimento é resultado da disciplina de Deus. Satanás também pode trazer sofrimento sobre nós, mas, o sofrimento que ele traz é destrutivo, não restaurador.

Lm também nos mostra Cristo revelado. Este livro nos mostra quão fracas as pessoas se tornam quando estão sob a Lei e quão incapazes eles são de servir a Deus com suas próprias forças. Isso as leva até Cristo (Rm 8.3). Até mesmo nestes poemas, lampejos de Cristo brilham. Ele é a nossa esperança (3.21, 24, 29); é a manifestação da misericórdia e da compaixão de Deus (3.22-23, 32); é a nossa redenção e justificação (3.58-59).

Lembramo-nos que o Espírito Santo também se entristece pelo nosso comportamento (Is 63.10), assim como Deus ficou aflito com os pecados de Israel (2.1-6). O arrependimento é também uma manifestação da obra do Espírito Santo entre o povo de Deus (3.40-42; Jo 16.7-11).

Fonte:
- Bíblia de Estudo Plenitude;

- Bíblia de Estudo Profética.

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