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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Você conhece a Bíblia? - Obadias


Obadias é o 31º Livro do Antigo Testamento (por conseguinte, da Bíblia), e o 4º Livro dos Profetas Menores. Obadias significa servo e adorador de Javé.
Contém apenas 1 capítulo e 21 versículos.

Obadias é o livro mais curto do Antigo Testamento, começando o livro identificando a profecia como Visão de Obadias, atribuindo o pronunciamento ao SENHOR. Dos 21 versículos, 17 são proféticos, ou seja, aproximadamente 81% do livro, a maioria dos quais já foi cumprida.


Autor

O profeta, através da qual a palavra do SENHOR vem é conhecido apenas como Obadias (servo e adorador de Javé). Nenhuma outra informação está disponível acerca do profeta.
Mais de dez homens têm o nome Obadias no AT.

Uma tradição liga o autor da profecia a Obadias, o mordomo do rei Acabe (I Rs 18.3-16). Mas Acabe reinou no Reino do Norte (874-853 a.C.), um período que, provavelmente, não é o do profeta Obadias.

Data

O fundo sobre a destruição de Jerusalém coloca a data da profecia logo após 586 a.C., o ano no qual a cidade sagrada foi conquistada por Nabucodonosor. A mensagem foi dada provavelmente durante o exílio de Judá, quando Obadias alerta Edom sobre a vingança de Deus, que estava se aproximando e assegura a Judá sobre o cuidado do SENHOR.
Algo de Obadias

Israel, descendente de Jacó, e Edom, descendente de Esaú, nunca se deram bem. A rivalidade existia desde os irmãos patriarcas, antepassados das duas nações.
Os edomitas eram um povo orgulhoso, amargo e rancoroso, sempre tentando prejudicar os israelitas. Depois do Êxodo (Nm 20.14-21), os edomitas não deixaram os israelitas passarem por seu território. Edom ficava em um território ao sul do mar Morto.
Ao longo dos séculos que se seguiram, os edomitas nunca foram amigos de Israel, embora Davi já tivesse controlado a terra de Edom.

Frequentemente em guerra contra Israel, Edom regozijou-se com a queda de Jerusalém, cruelmente participando dos saques e do massacre contra seus parentes distantes. Outros profetas em outros tempos (como Jeremias, Ezequiel, Joel, Amós e Malaquias) também previram o castigo final de Edom por sua impiedade e oposição ao povo escolhido de Deus.
O monte Seir é freqüentemente usado como sinônimo para a nação inteira de Edom, a qual se tornou a terra dos descendentes de Esaú. Edom é a área diretamente ao sul do mar Morto, especialmente a região montanhosa ao leste da Arabá (isto é, a depressão que liga o mar Morto ao Golfo de Acaba). A porção sul de Edom é a região de Temã, a qual, algumas vezes, também é usada, no AT, como sinônimo para toda Edom; e as duas principais cidades de Edom são Bozra e Sela (Petra). Houve épocas de aumento do poder e da influência de Edom após o encerramento do período do Antigo Testamento, mas, hoje em dia, as notáveis ruínas de Petra (foto à esquerda) são tudo quanto resta da grandeza de Edom.

O principal motivo para a orgulhosa confiança de Edom era sua posição quase inexpugnável. Os edomitas não foram os primeiros nem os últimos a depositar sua confiança numa cidade fortaleza entre rochas. Porém, nem sua forte posição e nem sua sagacidade (Edom era famosa igualmente por sua sabedoria) puderam livrá-los. Não importando quão alto fosse Edom, até os ninhos inacessíveis das águias, ou até entre as próprias estrelas, Deus dizia: dali te derrubarei (4). As fendas das rochas é a capital, Sela (mais tarde denominada Petra).

Depois da destruição de Jerusalém, muitos edomitas deixaram as montanhas e a cidade de pedra vermelha (Petra), para ocuparem o sul da Judéia, tornando-se conhecido como idumeus. Herodes, o Grande, que recebeu sua coroa do próprio Imperador (César), um idumeu, que professava o judaísmo, tentou matar o menino Jesus (Mt 2.16). Assim, o conflito entre Jacó e Esaú culminou com o confronto entre Cristo, o Rei, descendente de Jacó, e Herodes, o rei, descendente de Esaú. Depois do tempo do Novo Testamento, os idumeus desapareceram na história.

O profeta traz sua mensagem após a desolação trazida pela destruição de Jerusalém. Poucos habitantes de Judá não foram levados cativos, e esses que ficaram estavam em um pequeno fragmento do que antes era seu país. Tudo o que restara era uma pila de entulho sobre o que antes era a cidade sagrada. Lamentações registrou essa amargura que o povo sentiu.
Obadias leva sua mensagem de segurança de que Deus não se esqueceu de Seu povo, nem se descuidou da perversidade dos edomitas. Ele irá intervir para punir os edomitas e restaurar Seu povo.

O livro é dividido em duas partes principais: a primeira (vs. 1-14) é endereçada a Edom e anuncia a sua queda; a segunda seção principal reflete sobre o Dia do SENHOR (vs. 15-21), um tempo de perdição para Edom e de liberdade para Judá.

Aguardando cumprimento está a passagem do Dia do SENHOR (v. 15-21), quando o Israel do Milênio possuirá as suas herdades, povoara o seu território, e o reino será do SENHOR.

O v. 4 mostra a humilhação dos orgulhosos: "Se te elevares como águia e puseres o teu ninho entre as estrelas, dali te derribarei, diz o SENHOR."

Obadias fala de relacionamento. É muito fácil aqueles que conhecemos bem se tornarem alvos dos nossos ressentimentos mais amargos. Logicamente, Edom deveria ter ficado do lado de seu parente Judá, contra a Babilônia, mas séculos de ódio fizeram quase com que as emoções destruíssem o bom senso e os laços de familiaridade. Esses sentimentos, totalmente feridos, resultam numa arrogância pessoal, que impede de ver os erros dos próprios caminhos, que constrói as barreiras que bloqueiam a reconciliação. O Livro nos chama para confrontar o grande custo da arrogância e perceber a importância de preservar o nosso orgulho cai no esquecimento, quando temos de confrontar com um Deus irado e tentar justificar nossa arrogância. O Livro nos chama para nos arrependermos de nosso orgulho, buscar reconciliação nos relacionamentos destruídos e modelar um estilo de vida de perdão e aceitação.

O v. 15 diz: “Como tu fizeste, assim se fará contigo.”. A retribuição é uma realidade. Deus é justo, e como disse Paulo, “tudo o que o homem semear, isso ceifará”. Em Gn 12 ele diz que abençoaria aqueles que abençoassem e amaldiçoaria os que amaldiçoassem ao Seu povo.
O Senhor identifica-se intimamente com o Seu povo: se alguém amaldiçoa Seu povo, amaldiçoa a Ele; se rejeita-los, estará rejeitando ao Senhor. O fim de Edom prenuncia o destino de todos aqueles que ofendem o povo de Deus. Mesmo quando Seu povo é infiel e desobediente, Ele permanece fiel, não é verdade?

O Dia do SENHOR (v. 15) e o Reino de Deus (v. 21) profetizados por Obadias antecipam a entrada de Jesus Cristo no mundo. A proclamação do profeta de que o Reino será do SENHOR é um tema que ocupou grande parte dos ensinamentos do Messias, que falou muito sobre o Reino de Deus e o Reino dos Céus. É claro que a natureza daquele Reino e da vinda dele é diferente da figura de linguagem de Obadias. Jesus fala de um reino de paz, um reino espiritual em que se entra pela fé na pessoa de Cristo. Mas, não podemos separar o Dia do Senhor e a vinda do Seu Reino da pessoa de Jesus. A segunda vinda de Cristo estará mais de acordo com a visão de Obadias sobre esses itens do que a primeira vinda.

O profeta Obadias dá uma palavra muito atual: a todos os crentes que gostam de "hinos" de ódio e desprezo aos inimigos, sendo que esses inimigos são seus irmãos. Crentes que gostam de "hinos" de vingança, que querem ver o irmão se arrependendo e os vendo no palco:
v. 12 Mas tu não devias olhar com prazer para o dia de teu irmão, no dia do seu infortúnio; nem alegrar-te sobre os filhos de Judá, no dia da sua ruína; nem alargar a tua boca, no dia da angústia.

Fonte:
- Bíblia de Estudo Profética;
- Bíblia de Estudo Plenitude.