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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Você conhece a Bíblia? - Miquéias


Miquéias é o 33º Livro da Bíblia, sendo o 11º Livro Profético e o 6º Profeta Menor. Seu nome, outra forma de Micaías, significa “Quem é como YHWH?”.
Contém 7 capítulos e 105 versículos.

Contém 40 assuntos proféticos, separados e espalhados pelo livro, 73 versículos, ou 70% do conteúdo, são de natureza profética.


Autor e Data

Miquéias ministrou durante os reinados de Jotão, Acaz e Ezequias (o período dos três reis vai de 740 a 686 a.C.). Foi contemporâneo de Isaías em Judá, e de Oséias e Amós em Israel, e seu ministério impactou os dois reinos.

Miquéias era morastita, da cidade de Moresete, cerca de 32 km a sudoeste de Jerusalém, uma vila na fronteira com o território filisteu.

Miquéias era nome comum entre os judeus, e significa "Quem é como Jeová?" (Miguel significa "Quem é como Deus?"). O profeta era tão sincero e comprometido que até quis ir despojado e nu para fazer com que sua mensagem fosse compreendida (1.8).

Algo de Miquéias

Entre o início do Reino Dividido e a destruição do Templo, muitos altos haviam sido introduzidos em Judá através da influência de Samaria. A idolatria dos cananeus disputa com a verdadeira adoração no templo do Senhor (1.5). O profeta mostra que essa situação de morte espiritual levará inevitavelmente ao julgamento sobre toda a terra.
Não importava que o Rei Ezequias tivesse obtido vitória sobre Senaqueribe, Judá estava prestes a cair, a não ser que a nação se voltasse para o SENHOR, arrependendo-se de todo o coração.

A afirmação de introdução de Miquéias (1.1) está em forma de prosa, mas a compilação completa das profecias depois disso é poesia. Para eles, a mensagem rítmica era mais fácil de se lembrar. Para nós, a desvantagem é que é mais difícil de ser traduzida para outra língua sem que haja perda de sentido.
Sua profecia diz respeito aos pecados e ao juízo nas capitais de Israel e Judá. A destruição de Samaria e Jerusalém, o retorno dos judeus de um cativeiro futuro e a punição dos seus inimigos são todos profetizados.

A profecia ensina que o SENHOR não tem concorrentes no perdão dos pecados e na compaixão pelos pecadores. Sua fidelidade compassiva mantém um concerto com Abraão e seus descendentes.
Na visão de abertura, o SENHOR vem desde o templo da Sua santidade, para ser testemunha contra o povo (1.2). O fator mais notável no manejo do SENHOR da sua causa é quão fundo Ele foi para apresentar Sua contenda (6.2), até mesmo desejando sentar-se à mesa do réu e deixando Seu povo levar qualquer queixa quanto ao modo que o SENHOR Deus os tenha tratado (6.3). Além disso, aquele que verdadeiramente se arrepende terá o SENHOR como seu advogado de defesa (7.9)!

Miquéias precisava censurar a liderança da nação por destruir o rebanho que lhes fora confiado. Mas, a grande compaixão do SENHOR colore cada uma das suas atitudes e ações em relação ao Seu povo, representando-o como uma filha extraviada (1.13; 4.8,10, 13), pois Sua compaixão, que, uma vez, redimiu Israel do Egito (6.4), irá também redimir Judá da Babilônia (4.10). Sua fidelidade compassiva a Abraão e aos pais é atualizada a cada nova geração. Essa mensagem está focalizada numa única pergunta central para toda a profecia: “Quem, ó Deus, é semelhante a Ti, que perdoas a iniquidade e que Te esqueces da rebelião do restante da Tua herança?” (7.18). A compaixão de Deus é um atributo precioso a que nenhuma deidade pode se igualar. Você conhece alguma história de uma divindade que se entregou para sofrer pelos seus? A compaixão e a fidelidade do concerto são exclusivas a Deus. A esperança do povo de viver sob a completa bênção de Deus estava ligada à vinda do Messias. Deus, em Seu amor, prevendo as glórias da Sua graça a ser manifesta em Jesus, manteve-se proclamando aquele Dia e reino futuros como o acontecimento no qual o fiel devia pôr a sua esperança.

Em 2.13-13 mostra que depois de a terra ter sido corrompida e destruída, um restante dos cativos seria reunido como ovelhas num curral. Seu Rei e Senhor quebraria o cercado e os levaria para fora da porta, em direção à liberdade. Em Lc 4.18 Jesus proclama libertação aos cativos, liberdade para os cativos espirituais e físicos.

Um século depois, a vida de Jeremias foi salva por um apelo de seus amigos citando o Miquéias 3.12 (Jr 26.17-19). Jesus faz alusão a Miquéias 7.6 em suas instruções aos apóstolos em Mt 10.35,36.

O livro tem três grandes partes (1.2-2.13; 3.1-5.13; 6.1-7.20), cada qual introduzida pela palavra Ouvi. A notável profecia do nascimento do Messias em Belém é prova poderosa da inspiração divina e do valor das profecias bíblicas. Muitas predições em Miquéias serão cumpridas na vindoura era do Reino Milenar. Como em Isaías, ambas as vindas de Cristo são profetizadas.

Mq 5.2 autentica a profecia bíblica como a Palavra do SENHOR. É uma profecia messiânica (Senhor em Israel) e especifica seu lugar de nascimento em Belém, num tempo em que Belém era pouco conhecida. Ela não pode se referir a qualquer líder que possa ter sua origem em Belém. Cristo é o único a quem ela pode se referir, porque ela iguala o Senhor com o Eterno: “Cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”. Esta profecia confirma a humanidade e a divindade do Messias.
A profecia de Mq 5.4-4 diz que o Messias é pastor (apascentará o povo), confirmando sua unção (na força do SENHOR), divindade (na excelência do nome do SENHOR), humanidade (seu Deus), domínio universal (porque agora será ele engrandecido até os fins da terra) e a sua posição como líder de um reino de paz (e este será a nossa paz).
Em 7.18-19 (clímax da profecia) e 7.20 (versículo final), apesar de não incluir o nome do Messias, definitivamente refere-se a ele. Na expressão da misericórdia e compaixão divinas, ele é Aquele que subjugará as nossas iniquidades, lançando-as nas profundezas no mar, para que Deus possa perdoar os pecados e trocar o pecado pela verdade.

Uma referência ao Espírito de Deus ocorre no contraste feito por Miquéias da autoridade que está por trás de seu ministério com aquela dos profetas falsos de seus dias. Enquanto outros homens se tornavam corajosos pelos tóxicos para fabricar contos na forma de profecias, o verdadeiro poder, força e justiça que estão por trás da mensagem de Miquéias vieram da sua unção pela força do Espírito do SENHOR (3.8).

O alívio dos pecados morais e religiosos da ganância e da idolatria daqueles dias pode ser obtido hoje seguindo Jesus para dentro do Reino de Deus. A profecia de Miquéias pode fazer todos ficarem reverentes diante do incomparável Senhor, que revelou a Si mesmo na humanidade de Jesus como a compaixão e verdade do Deus personificado.
A geração de Miquéias estava coberta pelas atividades mercenárias de seus líderes: chefes, sacerdotes e profetas infiéis (3.11). Miquéias, verdadeiro profeta de Deus, estava querendo pagar qualquer preço pessoal para realizar seu ministério, até mesmo ficar despojado e nu por amor à sua mensagem.

Fonte:
- Bíblia de Estudo Profética;

- Bíblia de Estudo Plenitude.