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sábado, 21 de novembro de 2009

Você conhece a Bíblia ? - Ageu



Ageu é o 37º Livro da Bíblia, sendo o 15º Livro Profético e o 10º Profeta Menor. Ageu significa “festivo” ou “festival do SENHOR”.
Contém 2 capítulos e 38 versículos.


15 versículos, ou 39% da obra, são proféticos.

Autor e Data

Ageu, cujo nome significa “festivo”, foi um dos profetas pós-exílicos, contemporâneo de Zacarias.

O ministério de Ageu cobre um período de um pouco menos de quatro meses, durante o segundo ano do reinado de Dario, que governou a Pérsia de 522 a 486 a.C. Isso localiza Ageu na história em 520 a.C.

Não se sabe com exatidão o período coberto pela vida de Ageu. Imagina-se que ele vira o templo de Salomão. Isso se baseia em Ag 2.3 -"Quem há entre vós que, tendo ficado, viu esta casa na sua primeira glória?"
Isso significaria que o profeta tinha pelo menos oitenta anos de idade quando sua mensagem foi entregue. Mas, a linguagem do versículo, sem o apoio de outras evidências, dificilmente poderá sustentar tal interpretação.
O mais provável é que ele nasceu no tempo e na terra do cativeiro. Assim, o período seria a primeira metade do sexto século a.C. Mas, sua mensagem está tão ligada com a história de seu tempo que ela pode ser definidamente fixada como tendo sido proferida em 520 a.C. (como relatado acima).

Ageu é um dos poucos profetas que teve o prazer de ver amadurecer os frutos de sua mensagem perante seus próprios olhos.

Por causa das datas precisas atribuídas a cada mensagem profética, os eventos neste livro podem ser mais precisamente datados do que qualquer outro livro na Bíblia inteira. Dario, que é mencionado para as duas primeiras datas, foi o rei persa que revogou a lei que proibia os judeus de reconstruir o Templo. Ageu foi o primeiro dos profetas que falaram aos exilados depois de retornarem à Palestina.

Algo de Ageu

Como Ageu foi realizar sua tarefa em 520 a.C., ele se juntou aos exilados que haviam retornado à sua terra natal em 536 a.C. para reconstruir o Templo do SENHOR. Eles haviam começado bem, construindo um altar e oferecendo sacrifícios, estabelecendo, então, o fundamento para a Casa do SENHOR no ano seguinte. A construção havia cessado quando os inimigos zombaram dos esforços dos construtores.
Mas o ministério de Ageu e Zacarias fizeram com que o povo se reanimasse e completasse a tarefa em cinco anos. O templo reconstruído foi dedicado em 515 a.C.

Embora fosse mais velho que Zacarias, trabalhou com ele encorajando os judeus que haviam retornado de setenta anos de cativeiro a terminarem a reconstrução do Templo. O projeto de reconstrução fora iniciado, mas os adversários retardaram a edificação, e a obra ficou paralisada. O Livro de Esdras conta um relato do que aconteceu entre 539 e 516 a.C. e de como Ageu e Zacarias desafiaram os líderes e o povo a concluir o programa de reconstrução.

O Templo era importante para o povo judeu como centro de adoração, mas, para aqueles que se lembravam do Templo original a primeira fase do segundo Templo deve ter parecido algo muito distante da obra-prima do rei Salomão. Com o propósito de encorajar os exilados desanimados, o livro consiste em cinco mensagens motivadoras, apresentadas em um período de quatro meses.

O Livro de Ageu trata de três problemas comuns a todos os povos em todos os tempos: desinteresse (1.1-15); desencorajamento (2.1-9), e insatisfação (2.10-23).
(1) Desinteresse: haviam voltado do cativeiro determinados a reconstruir o Templo. Mas, após começarem o trabalho, e começar a oposição, o trabalho parou. Eles preocuparam-se mais em construir suas próprias casas bonitas. Assim, Deus fala ao povo. Primeiro, eles precisam entender que são infrutíferos (1.5-6), por terem abandonado o trabalho da Casa do SENHOR e ido para as suas próprias. Todo o esforço deles para construir seu próprio reino nunca produzirá resultados permanentes. Após isso, precisavam entender que Deus irá aceitar o que eles fazem, a fim de que Deus seja glorificado, se eles entregarem a Ele tudo o que tem (1.8).
(2) Desencorajamento: muitos dos anciãos tinham visto, na infância, o Templo de Salomão, e nenhuma construção, mesmo que fosse bonita, podia se comparar com a glória do primeiro templo (2.3). O desencorajamento dos anciãos influenciou os mais jovens, e menos de um mês depois do início da reconstrução, a obra parou. Mas, novamente, Ageu profetiza a solução, que tem duas partes: uma trata do problema urgente; a outra trata de uma solução de longo alcance. Por hora, o povo deve se esforçar e trabalhar (22.4). Os construtores devem saber que eles estão construindo para o dia em que Deus encher essa Casa com a glória que será maior do que a glória do Templo de Salomão (2.9).
(3) Insatisfação: agora que estavam trabalhando, o povo esperava uma inversão imediata de todos os seus anos de inatividade. O profeta pergunta aos sacerdotes (2.12-13) acerca das coisas impuras e limpas. Eles respondem que a imundície é contagiosa, a santidade não é. Assim também, eles não deviam esperar que pouco tempo de trabalho apagasse anos de negligência. Mas, o SENHOR promete que desde esse dia, Ele os abençoará (2.19). O povo precisa entender que as bênçãos de Deus não podem ser ganhas por merecimento ou pagamento, mas são como dádivas graciosas de um Deus doador.

Ageu lança um chamado claro para o seu povo e para nós, que devemos nos colocar a fazer a tarefa para a qual Deus nos designou. Não devemos permitir que dificuldades, inimigos ou buscas egoístas nos façam desviar de nossas responsabilidades dadas por Deus. A natureza nobre de nosso chamado, a presença prometida de Deus e o seu Espírito Santo nos encorajam a cumprir nosso comissionamento.

Ageu mostra a necessidade de um trabalho em grupo para realizar os propósitos de Deus na Terra, quando enfatiza os papéis cooperativos do profeta, do sacerdote, do príncipe e do povo.

A profecia de Ageu de que Deus daria tremer os céus e a terra (2.6,21) é mencionada em Hebreus 12.25-59 como referência à passagem do sistema deste mundo para a vinda de um reino que não pode ser abalado. Que a glória da casa reconstruída ou “última” seria maior do que a do Templo de Salomão (Ag 2.9) é confirmado pelo Templo dos dias de Jesus. Ageu 2.7 se refere aos tesouros mais desejáveis das nações sendo trazidos ao Templo, como é parcialmente ilustrado pelos presentes dos magos (Mt 2). Estas profecias finalmente serão cumpridas no glorioso futuro com o Templo Milenar.

Ageu 2.23 termina falando em Zorobabel, o que liga esse livro, perto do final do AT, ao primeiro livro do NT: Zorobabel é uma das pessoas listadas nas genealogias de Jesus. Duas coisas fazem Zorobabel significativo e o ligam a Cristo:
1. Zorobabel é um sinal de um homem escolhido por Deus, de cuja natureza dedicada a Deus faz fluir vida, liderança e ministério. O que Zorobabel faz em partes Jesus fez por completo como o Servo do SENHOR.
2. Zorobabel está na linhagem do Messias. As listas dos ancestrais de Jesus em Mateus em Lucas incluem o nome de Zorobabel, filho de Sealtiel, cuja própria importância pessoal foi excedida por seu papel como um dos que apontaram à frente para a vinda do Salvador ao mundo.

O Espírito Santo é mencionado em 2.5. Os versículos anteriores mostram o povo de Deus desencorajado, enquanto comparam o templo que eles estão, agora, construindo com o glorioso templo de Salomão, que o novo templo vai substituir. A palavra do SENHOR a eles é: “Esforça-te... e esforçai-vos.” A motivação para fazer isso também está mencionada: “Porque Eu sou convosco.”
Ageu 2.5 explica como o Espírito de Deus vai interagir com o espírito do povo, a fim de ter o trabalho concluído.
O v.5 inclui estes importantes pontos:
1. O Espírito Santo é uma parte vital no concerto de Deus com Seu povo, "segundo a palavra que concertei convosco".
2.  O Espírito Santo é um dom constante para o povo de Deus: "E o meu Espírito habitava no meio de vós."
3.  A presença do Espírito Santo remove o medo do coração do povo de Deus. Portanto: "Não temais."
Esses princípios permanecem os mesmos para o povo de Deus hoje.

No centro do concerto de Deus com Seu povo , está a constante operação do Espírito Santo, operando para os libertar do medo, a fim de que eles possam se mover corajosamente no cumprimento da comissão divina.

Fonte:
- Bíblia de Estudo Profética;
- Bíblia de Estudo Plenitude.
- F. Davidson, O Novo Comentário da Bíblia.