Pesquisar

domingo, 20 de dezembro de 2009

Você conhece a Bíblia ? - Apócrifos


Quatrocentos anos depois do fim do Antigo Testamento o Novo Testamento começou a ser escrito. Entre esse período vários livros foram escritos, mas não são incluídos como parte das Sagradas Escrituras do Deus Vivo e Verdadeiro. E depois da conclusão do Novo Testamento outros livros ainda foram escritos, também sem inspiração divina.

Que livros são esses?
Eles são chamados de apócrifos.

A palavra ‘apócrifo’ é grega e significa vendado ou escondido.

O termo "apócrifo" foi cunhado por Jerônimo, no quinto século, para designar basicamente antigos documentos judaicos escritos no período entre o último livro das escrituras judaicas, Malaquias e a vinda de Jesus Cristo. São livros que não foram inspirados por Deus e que não fazem parte do cânon.

Chama-se de canônicos aos livros inspirados por Deus. Livros não-canônicos não foram inspirados por Deus. Simples, não é?

O adjetivo apócrifo também tem sido utilizado para descrever dezenas de livros tachados como Evangelhos, Atos, Epístolas e Apocalipses escritos em competição com os livros do Novo Testamento. São oficialmente denominados como Apócrifos do Novo Testamento.

Mas, a consideração de um livro como apócrifo varia de acordo com a religião. Por exemplo, alguns livros considerados canônicos pelos católicos são considerados apócrifos pelos judeus e pelos protestantes.

A terminologia teológica católica romano-ortodoxa para os mesmos é deuterocanônicos, isto é, os livros que foram reconhecidos como canônicos em um segundo momento (do grego, deutero significando "outro").
Visto que a Bíblia Grega, a Septuaginta, continha escritos apócrifos desde seu início, enquanto o Antigo Testamento hebraico não os continha, é bem natural que algumas pessoas eventualmente declarassem a canonicidade dos livros apócrifos. Apesar de se levantarem algumas objeções, a Igreja Ortodoxa Grega e a Igreja Católica Romana geralmente aceitam certos livros apócrifos como Escrituras inspiradas.
Esses são os livros os normalmente chamados de apócrifos: Judite, Tobias, Baruque, Eclesiástico, Sabedoria de Salomão, I Macabeus e II Macabeus, além das adições aos livros de Ester e Daniel.
Tais livros são considerados Apócrifos pelo Judaísmo e o Protestantismo.

Mais um dos motivos para rejeitá-los: propagam heresias e atitudes anticristãs. Para exemplo, a doutrina católica do Purgatório foi baseada em II Macabeus 12.42-46, e Eclesiástico incentiva  ódio aos samaritanos (50.27-28). Para maiores informações leia o artigo do CACP: Porque rejeitamos os Apócrifos?.


Além desses livros, inseridos na Septuaginta, que são os mais conhecidos como apócrifos, existem muitos outros apócrifos do Antigo Testamento, que, ao contrário dos outros, não gozam de aceitação. Como são muitos, citarei alguns:

Apocalipse de Moisés; Samuel Apócrifo; Ascensão de Isaías; Assunção de Moisés;  Livro dos Jubileus; Martírio de Isaías; Oráculos Sibilinos; Prece de Manassés; Primeiro Livro de Adão e Eva; Primeiro Livro de Enoque;  Terceiro Livro dos Macabeus; Quarto Livro dos Macabeus;  Salmo 151; Salmos de Salomão ou Odes de Salomão; Segundo Livro de Adão e Eva; Segundo Livro de Enoque ou Livro dos Segredos de Enoque; Segundo Livro de Esdras ou Quarto Livro de Esdras; Testamento de Abraão; Vida de Adão e Eva, entre outros.


São muitos os apócrifos do Novo Testamento. Eles contém muitas heresias. Muitos defendem o gnosticismo (heresia dos primórdios do cristianismo). Podemos citar alguns nesse artigo:

Atos de André; Atos de Barnabé; Atos de Felipe; Atos de João; Atos de Paulo; Atos de Pedro; Atos de Pedro e Paulo; Atos de Tadeu; Atos de Tomé; Apocalipse de Paulo; Apocalipse de Pedro; Descida de Cristo ao Inferno; Epístola de Barnabé; Epístola de Pedro a Filipe; Epístola do rei Abgaro a Jesus; Evangelho Árabe de Infância; Evangelho de Bartolomeu; Evangelho de Maria Madalena;; Evangelho dos Hebreus; Evangelho de Tomé; Evangelho de Felipe; Evangelho de Maria; Natividade de Maria; Proto-Evangelho de Tiago; Revelação de Estevão; Revelação de Paulo e muitos outros.


A Reforma Protestante encorajou muitas pessoas a considerar cuidadosamente quais livros eram de fato autorizados e essenciais para o estabelecimento de doutrina, levando a um gradual descarte dos apócrifos como Escrituras inspiradas. A Confissão de Fé de Westminter (1643) diz sobre os apócrifos:


“Os livros comumente chamados apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do cânon das Escrituras e, portanto, não tem autoridade da Igreja de Deus.”



Fonte:
- eu;
- Bíblia de Estudo Profética.

Você pode ler alguns livros apócrifos neste link.

Recomendo o artigo do CACP.