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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Você conhece a Bíblia? - Malaquias


Malaquias é o 39º Livro da Bíblia, sendo o 17º Livro Profético e o 12º Profeta Menor. Malaquias significa “mensageiro”.
Contém 4 capítulos e 55 versículos.

31 versículos, ou 56 % do livro, são proféticos. De dezenove assuntos proféticos, cerca de metade são condicionais ou foram cumpridas nos tempos do Antigo Testamento.

Autor e Data

Alguns atribuem Malaquias a um escrito anônimo, considerado por alguns ter sido Esdras usando o pseudônimo Mal’aki (Meu Mensageiro). Mas consideremos o livro como escrito pelo profeta desse nome. Malaquias não é mencionado em nenhum outro lugar da Bíblia, mas, de seus escritos podemos aprender que ele teve um grande amor pelo povo de Judá e pelas cerimônias do Templo. É provável que tenha sido um contemporâneo de Neemias.


É o último dos profetas do Antigo Testamento. Quando Malaquias escreveu sua profecia, um século havia passado desde que os primeiros judeus retornaram do Cativeiro Babilônico.

A falta de menção de qualquer rei ou de acontecimentos históricos identificáveis torna a datação do livro difícil. Por suas referências ao templo e aos sacerdotes, podemos entender que ele viveu após o retorno do exílio babilônico e a reconstrução do templo.

O estado de coisas durante o ministério do profeta é semelhante ao que é pressuposto pelas reformas de Esdras e Neemias, e muitos eruditos acreditam que o livro foi escrito pouco antes da chegada de Esdras. Essa data (cerca 460 - 450 a.C.) é a mais aceita.

Algo de Malaquias

Os judeus tinham retornado do exílio impulsionados por altas esperanças. Inspirados por Ageu e Zacarias, haviam reconstruído o templo. Esse edifício não possuía a glória do templo original, que havia sido destruído pelos babilônios, mas servia para seu propósito. Mas, com a passagem dos anos, os judeus foram ficando desiludidos. A prosperidade prometida não retornava. A vida era difícil. Estavam cercados por inimigos, como os samaritanos, os quais procuravam impedi-los em cada oportunidade. Sofriam por causa da seca e das más colheitas e da fome.

Começaram a duvidar do amor de Deus. Punham em dúvida a justiça de Seu governo moral. Diziam que o praticante do mal era bom aos olhos do Senhor. Argumentavam que não havia proveito na obediência aos Seus mandamentos e em andar penitentemente perante Ele, pois eram os ímpios, que dependiam de si mesmos, os que prosperavam.

Ou seja, ao invés de aprenderem das suas experiências negativas passadas e de retornar aos serviços e adoração do Deus de seus ancestrais, Abraão, Isaque e Jacó, eles se tornaram imorais e negligentes. As reformas rituais e políticas iniciadas pelos líderes Esdras e Neemias, não haviam evitado um declínio espiritual sério entre a população israelita. Essa grave situação fez com que Malaquias fosse densamente sobrecarregado com os problemas espirituais do seu povo. Com um fervor divino, ele salienta a indiferença deles pra com o Senhor amoroso.

A profecia é claramente posterior às de Ageu e Zacarias. Fazia tempo que a reconstrução do templo tinha terminado, o suficiente para que abusos se infiltrassem no sistema de sacrifícios. Um reavivamento curto sob Esdras e Neemias foi seguido por um lapso em direção a um formalismo religioso vazio. Corrupção, casamentos mistos e negligência nos dízimos, combinados a uma atitude negativa, questionadora e cáustica, eram as tendências predominantes durante esse tempo.

Na abertura, Malaquias mostra o amor imutável de Deus por Seu povo, devido à Sua misericórdia, que dura para sempre. Este é o fundo para as reprovações e exortações que se seguem. Primeiro, o profeta salienta o desdém aberto e arrogante dos sacerdotes pela Lei e sua má influência sobre o povo. O profeta mostra que eles provocam muita queda no pecado. Portanto, ele os adverte de que o SENHOR não será espectador inativo, mas, a não ser que eles se arrependam, serão castigados severamente.

Depois, ele salienta, em termos não-ambíguos, a traição dos sacerdotes e leigos no divórcio de esposas fiéis e casamento de mulheres pagãs que praticam adoração de ídolos. Isso é seguido por uma súplica fervorosa para vigiarem suas paixões e serem fiéis às esposas da sua mocidade, dadas a eles pelo SENHOR.

O profeta censura as práticas não-religiosas do povo, sua recusa da justiça de Deus e sua defraudação ao SENHOR, por reterem os dízimos e as ofertas exigidas.

Numa linguagem fervorosa e brilhante, Malaquias continua a descrever o tipo original do sacerdócio. Ele profetiza sobre o Sol da Justiça, sobre o Mensageiro do concerto e o grande e terrível dia do julgamento divino, no qual o justo será galardoado, e o ímpio, castigado.

Finalmente, o profeta exorta o povo a observar as leis dadas a Israel através de Moisés e promete a vinda do Messias e do Seu precursor, Elias (João Batista). Essa declaração conclui o Antigo Testamento e o liga às boas-novas da provisão de Deus no Sol da Justiça descrita no NT.

As críticas de Malaquias aos abusos e à indiferença religiosa ainda são válidas para os dias de hoje. O povo de Deus precisa sempre confessar suas reações inadequadas ao amor divino. Uma devoção inicial e o entusiasmo podem diminuir. A adoração genuína frequentemente se transforma numa observação de práticas religiosas. Um dízimo negligente, divórcio de esposas fiéis e o casamento entre o povo do concerto de Deus e os não-crentes, geralmente, criam destruição nas famílias. Desejos egoístas, combinados com atitudes arrogantes e orgulhosas, levam a sério problemas, pelos quais Deus é julgado culpado. Ao invés de reconhecermos nossa negligência e mudarmos nossa vida pelo poder do Espírito Santo, nós nos perguntamos: “Onde está o Deus do juízo ?” (2.17). Porém um arrependimento verdadeiro ainda prepara o caminho para reformas necessárias e renovações inspiradas pelo Espírito Santo.

Malaquias profetiza claras elocuções com respeito ao repentino aparecimento de Cristo – o anjo do novo concerto (3.1). Aquele dia será um tempo de julgamento. “Quem subsistirá, quando Ele aparecer?” (3.2). ninguém, por suas próprias forças, pode, mas, para aqueles que temem ao SENHOR, “o Sol da Justiça [o anjo do concerto, Jesus] nascerá e salvação trará debaixo de suas asas”, isto é, em triunfo vitorioso.

Malaquias repreende os judeus negligentes e indiferentes, mas oferece as promessas divinas de bênçãos presentes para os fiéis e a esperança de um novo “mensageiro” por vir, o nascer do Sol da Justiça, com cura para Israel (4.2). Referindo-se ao futuro especial abençoado, Malaquias escreve sobre os israelitas como sendo chamados de bem-aventurados por todas as nações, uma terra deleitosa, e como aceitos pelo Senhor como Suas “jóias” (3.12-17). Quanto aos ímpios do mundo, o “Dia do SENHOR” os consumirá.

A profecia final do Antigo Testamento fala do retorno do profeta Elias, parcialmente cumprida por João Batista, mas o retorno literal de Elias ainda está por vir. Muito significante é a profecia do “mensageiro” (3.1), cumprida por João Batista, o precursor do Messias. Depois da profecia condenatória e pungente de Malaquias, Israel passou por um período de quatrocentos anos em que Deus permaneceu em silêncio para com Seu povo. A profecia de Malaquias sobre João Batista (3.1. Mc 1.2) assinala a última vez que Deus falou ao Seu povo por meio de um profeta até que João Batista viesse a “preparar o caminho” de Cristo.

Somente três passagens deste livro são referidas ou citadas no Novo Testamento, a saber: Ml 1.2 e segs.; Ml 3.1; e Ml 4.5 e segs. A primeira delas: "Amei a Jacó. E aborreci a Esaú", contém uma idéia que se tem mostrado um tanto ofensiva para o gosto moderno. Foi em apoio à doutrina da eleição do verdadeiro Israel que Paulo citou esse versículo, em Rm 9.13.

Em breve um estudo sobre o dízimo: "Devemos dar o dízimo?" A maioria diz que sim, alguns acham que não. E a Bíblia responderá.

Quer ler Malaquias? É pequeno, e muito bom. Leia!

Fonte:
- Bíblia de Estudo Profética;
- Bíblia de Estudo Plenitude.