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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A Inerrância da Bíblia


Por Norman Geisler

A qualidade de inerrância atribuída às Escrituras é uma inferência da natureza de Deus. Jesus ensinou que Seu Pai é o “Único Deus Verdadeiro” (Jo 17.3) e que Sua Palavra é a Verdade (Jo 17.17). Equivalente a isso é o ensino apostólico de que Deus não pode mentir (Hb 6.18) e que “nenhuma mentira vem da verdade” (I Jo 2.21).



A inspiração não se estende apenas aos pensamentos ou pronunciamentos orais dos profetas, mas às suas próprias “palavras”. Moisés escreveu “todas as palavras do SENHOR” (Ex 24.4), e Davi confessou “... A Sua Palavra está na minha boca” (II Sm 23.2). Jeremias recebeu a ordem de não omitir “nenhuma palavra” (Jr 26.2). Repetidamente, os profetas prefaciavam suas declarações com uma frase imbuída de autoridade: “Assim diz o SENHOR” (como em Jz 6.8; II Sm 7.5; Is 7.7; Ag 1.5; Zc 1.3). Jesus definiu a revelação do Antigo Testamento com a expressão “está escrito” (Mt 4.4,7). Paulo testemunhou que falava “palavras ensinadas pelo Espírito” (I Co 2.13) e ensinou a Timóteo que “Toda a Escritura é divinamente inspirada” (II Tm 3.16).

Jesus também afirmou que todo o Antigo Testamento era inspirado por Deus. Tudo que foi registrado por Moisés e pelos profetas procede de Deus (Mt 5.17-18) e, portanto, terá que ser cumprida (Lc 24.44, cf. Rm 15.4). Esta alegação de inspiração, naturalmente, aplica-se apenas aos escritos originalmente dados por Deus, ou seja, aos chamados autógrafos, não a cópias sujeitas a ocasionais erros de transcrição. A conclusão necessária é que as Escrituras não contêm erros. Tudo que Deus diz é verdadeiro e infalível. Com respeito à profecia, o Senhor mesmo promete fazer acontecer os eventos que Ele prediz (Gn 41.32; Is 46.11).

A Segunda Epístola a Timóteo 3.16 declara: “Toda a Escritura é divinamente inspirada”, o que se refere, contextualmente, às “sagrada letras” da fé judaica em que o jovem Timóteo fora instruído (v. 15). O Novo Testamento se refere, com frequência, aos escritos autorizados dos judeus como “as Escrituras”. Jesus, por exemplo, disse: “... a Escritura não pode ser anulada” (Jo 10.35). Quanto à profecia, Ele, em muitas ocasiões, alegou ser ela o cumprimento de toda a Lei e profecia do Antigo Testamento (Mt 5.17; Lc 24.27,44).

Além do mais, Jesus prometeu também a inspiração da doutrina, da profecia e da ética do Novo Testamento. Ele prometeu a Seus discípulos que lhes enviaria o Espírito Santo. Este os ensinaria e faria lembrar as coisas que tinham visto e ouvido enquanto Jesus estivera entre eles (Jo 14.26).

Mais tarde, os apóstolos escreveram que o Filho de Deus fora a revelação final do Pai (Hb 1.3). Testificaram que seus próprios escritos possuíam autoridade igual à dos escritos do Antigo Testamento (Lc 1.1-4; II Pe 3.16; Ap 1.3; 19.10) e eram, de fato, a “Palavra de Deus” (At 4.31; 17.13; I Ts 2.13).

A conexão entre inerrância, profecia e certeza pessoal é explicada em Hebreus 6.18: “para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos nosso refúgio em reter a esperança proposta”. Nossa esperança se baseia no cumprimento inerrante da profecia. Jesus Cristo cumpriu literalmente a profecia do Antigo Testamento, e Sua volta cumprirá profecias tanto do Antigo quanto do Novo Testamento.

Bíblia de Estudo Profética de Tim LaHaye, pag. 78. Editora Hagnos.

Norman L. Geisler é (n.1932) é um apologista cristão e co-fundador do Southern Evangelical Seminary localizado em Charlotte, Carolina do Norte. Ele foi professor universitário por cinquenta anos e tem falado ou discutido em todos os estados americanos e em vinte e cinco países. Ele é Ph.D. em filosofia pela Loyola University Chicago.
Geisler é autor, co-autor, ou editor de mais de sessenta livros e centenas de artigos. É considerado por alguns como um dos principais apologistas protestante da atualidade.[Wikipédia]
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