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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Você conhece a Bíblia? - João


O Evangelho segundo João é o quarto Evangelho, o 4º livro do Novo Testamento, e o 43º livro da Bíblia.
Possui 21 capítulos e 866 versículos. Há 45 profecias distintas encontradas em 180 versículos, ou seja, 20% do conteúdo do livro. João contém 25 citações do Antigo Testamento.

Os quatro evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) formam um tipo singular de documento escrito. Cada evangelho apresenta uma visão ou perspectiva diferente da vida de Jesus Cristo. Mateus, Marcos e Lucas são chamados de Evangelhos Sinóticos, por apresentarem grande semelhança no conteúdo. João contém vários materiais não presentes nos Sinóticos. O Evangelho de João foi escrito para todos, para todo o mundo, e apresenta Jesus como o Filho de Deus.
Apesar de cada Evangelho enfatizar um aspecto do Senhor, omitindo e acrescentando dados que valorizem suas afirmações principais, isso não significa que Cristo só seja visto como Rei em Mateus, como Servo em Marcos, como Homem em Lucas e como Deus em João. Antes, cada escritor, dirigido pelo Espírito Santo, além da característica principal, mostra todas as outras também: enfatiza algo, mas não esquece os demais aspectos em suas obras.



Autor e Data

A antiga tradição da Igreja atribui o quarto evangelho a João “o discípulo a quem Jesus amava” (13.23; 19.26; 20.2; 21.7,20), que pertencia ao “círculo íntimo” dos seguidores de Jesus (Mt 17.1; Mc 13.3). De acordo com escritores cristãos do séc. I, João mudou-se para Éfeso, possivelmente durante a Guerra Judaica de 66-70 d.C, onde continuou seu ministério. Por exemplo, Irineu, o bispo de Lyons, na última parte do séc. II, declarou que “João, o discípulo do Senhor, que também aprendeu sob seu seio, publicou um Evangelho durante sua estada em Éfeso, na Ásia” (Contra Heresias 3.1.1).

Alguns eruditos sugerem que Jo 19.35 e 21.24 podem refletir um outro autor que coletou o relato do testemunho ocular e testemunhos do apóstolo. Entretanto, o tamanho da evidência, tanto interna quanto externa, sustenta João, o apóstolo, como autor.

A mesma tradição que localiza João em Éfeso sugere que ele escreveu seu Evangelho na última parte do séc. I. Sem provas fortes do contrário, a maioria dos eruditos aceitam esta tradição.

[Já vi um livro em que o autor (Paulo Aragão Lins) defende que o verdadeiro escritor do terceiro Evangelho não é João, o filho de Zebedeu, mas sim Lázaro, o ressuscitado por Jesus, já que Jo 11 diz que Jesus o amava.]

Algo de João

Em sentido amplo, João escreveu para fornecer aos cristãos da província da Ásia (agora na Ásia Menor) uma maior compreensão da vida e ministério de Jesus Cristo. Mais especificamente, ele escreveu para conduzir seus leitores a uma fé fundada na base das palavras e obras de Jesus, para que, como resultado, “creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome” (20.31).

Enquanto era bem provável que João conhecesse as narrativas dos outros três Evangelhos (os Sinóticos), ele escolheu não seguir a sequência cronológica de eventos dos mesmos como uma ordem tópica. Nesse caso, eles podem ter usado as tradições literárias comuns e/ou orais. O esquema amplo é o mesmo, e alguns acontecimentos em particular do ministério de Jesus são comuns a todos os quatro livros.

Algumas das diferenças distintas são: 1) Ao invés das parábolas familiares, João tem discursos extensos; 2) Em lugar dos muitos milagres e cura dos sinóticos, João usa sete milagres cuidadosamente escolhidos a dedo que servem como “sinais”; 3) O ministério de Jesus gira em torno das três festas da Páscoa, ao invés de uma, conforme citado nos Sinóticos; 4) Os ditos “Eu Sou” são unicamente joaninos.

O Senhor Jesus Cristo surge como mais do que um simples homem sábio e poderoso, muito mais do que uma representação da Divindade na terra. Jesus é o verdadeiro e único Deus, que se fez pessoa humana e habitou entre nós.
Todavia, os judeus, esperando pelo Messias, precisavam de uma prova indiscutível da autenticidade sobre a reivindicação de Jesus de ser o prometido do Antigo Testamento. E João dá essas provas em abundância em seu escrito. Milagres, ensinos e pregações selecionados dentre poucos dias dos anos de ministério do Senhor são publicados com o objetivo de comprovar a posição de Jesus o Cristo (o Messias) como o Filho do Deus Vivo. Os sinais milagrosos realizados pelo Senhor não somente revelam o Seu poder divino, mas igualmente atestam Sua glória como o único verdadeiro Eu Sou (o nome com que Deus se revelou a Moisés em Êxodo 3.14).

João divide o ministério de Jesus em duas partes distintas: os caps 2-12 dão uma visão de seu ministério público, enquanto os caps 13-21 relatam seu ministério privado aos seus discípulos. Em 1.1-18, denominado “prólogo”, João lida com as implicações teológicas da primeira vinda de Jesus. Ele mostra o estado preexistente de Jesus com Deus, sua divindade e essência, bem como sua encarnação.

O livro já inicia apresentando Cristo como o Filho de Deus, não como o Filho de Davi, ou como o Filho do Homem. João retrocede ao princípio, e mostra que nosso Senhor não teve princípio, porque Ele estava no princípio de todas as coisas. João retrocede para antes da criação, e mostra que Cristo foi, Ele mesmo, o Criador.
O Espírito Santo diz que o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Não meramente uma manifestação de Deus, mas Deus mesmo Se manifestou. Não apenas Aquele que revelou a Deus, mas o próprio Deus que Se revelou. Cristo faz parte da Divindade, Ele é Deus. Entender como é que Cristo pode ser Aquele que revela Deus, e ser o próprio Deus revelado, como pode Ele estar “com Deus” e ser Deus é incompreensível para a mente humana, da mesma forma que não conseguimos entender como é que Deus não tem princípio.
Reafirma no v. 3 a absoluta Divindade de Cristo, já que a criação é atribuída a Ele. Se, então, Cristo é o Criador, Ele tem de ser Deus. A criação inteira é atribuída aqui ao Filho de Deus — “Todas as coisas foram feitas por intermédio Dele”. Isso não seria verdade, se Ele mesmo fosse uma criatura, mesmo que fosse a primeira e a mais eminente, como afirmam aqueles que negam a Trindade. Da mesma forma que Ele era eterno — antes de todas as coisas — assim Ele foi o Criador de todas as coisas.
Se Cristo criou todas as coisas, Ele tem de ser a Fonte da vida. Ele é o Doador da vida. Mais do que isso: “a vida era a luz dos homens” (v. 4).

Depois de mostrar o relacionamento de nosso Senhor com o tempo — que Ele não teve princípio; depois de declarar a Sua relação com a Divindade — uma Pessoa distinta da Trindade, mas sendo Ele mesmo também Deus; depois de definir a Sua relação com o universo — Ele é o Criador do universo, e o grande Doador da vida; depois de declarar o Seu relacionamento com o homem — Ele é o seu Deus, a “luz dos homens”; depois de anunciar que João Batista deu testemunho dEle como a Luz; e depois de descrever a recepção que Lhe foi dada aqui na terra — o mundo não O conheceu, rejeitado por Israel, mas recebido por aqueles que “nasceram de Deus”, o Espírito Santo prossegue dizendo: “E o Verbo se fez (tornou-se) carne e habitou (tabernaculou) entre nós...”. Esse versículo proclama a Divina Encarnação, e revela, uma vez mais, as glórias divinas dAquele que nasceu de Maria.
“Habitou” nos lembra acampar em tenda como Deus fez no tabernáculo em Israel. A presença de Deus habitou no tabernáculo do Velho Testamento no meio do povo aqui na terra. O tabernáculo simbolicamente mostrou Jesus Cristo visivelmente ao mundo. Do mesmo jeito Jesus Cristo (YHWH, o Deus Eterno), o Verbo, se fez carne, Ele Se tornou aquilo que antes não era, e habitou pessoalmente aqui na terra no meio do povo.
Ele não deixou de ser Deus, mas tornou-Se homem. Ao tornar-se homem, Ele “tabernaculou” entre os homens. Ele erigiu a Sua tenda aqui por trinta e três anos.
O Senhor Jesus Cristo era, em Pessoa, o lugar de reunião entre Deus e o homem. E exatamente como a Shekinah — a manifestação gloriosa e visível de Jeová — era vista no Santo dos Santos, assim aqueles que se aproximavam de Cristo, em fé, “viam a Sua glória”. O Senhor Jesus era Deus manifesto em carne, revelando a “glória como do unigênito do Pai”. Porque, como segue dizendo o v. 18, “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou”. Dessa forma, mais uma vez se afirma expressamente a substancial Divindade dAquele que nasceu em Belém.

O próprio testemunho do precursor, João Batista, é diferente do visto nos Evangelhos Sinóticos. “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!... vi e tenho testificado que ele é o Filho de Deus” (1.31, 34).
35 vezes no Evangelho de João, em que conhecemos o Filho de Deus e a Sua Divindade, Jesus fala de Deus como “meu Pai”. 25 vezes, Ele diz aqui “Em verdade, em verdade”. Encontramos sete diferentes declarações da Divindade de Cristo neste Evangelho: 1.34, 1.49, 6.69, 10.36, 11.27, 20.28, 20.31.

João relata sete milagres de Jesus neste livro: A água feita vinho (2.1-11); A cura do filho do nobre (4.46-54); A cura do paralítico de Betesda (5.1-15); A multiplicação dos pães (6.1-14); Jesus andou sobre o mar (6.15-21); A cura do cego de nascença (9.1-41); A ressurreição de Lázaro (11.1-57).
Apesar de falarmos de sete milagres, na verdade existe um oitavo milagre em João: a pesca milagrosa, que é feita após a ressurreição (21.6). Os sete contados foram feitos durante a vida terrena do Cordeiro.
Estes milagres dão a prova absoluta da divindade de Jesus Cristo e também mostram o poder transformador que o Filho eterno de Deus opera "naqueles que crêem no seu nome" (1.12).

Sete vezes o Messias se apresenta como Eu Sou. [Na verdade, é muito maior esse número. Mas, convencionalmente, contam-se sete vezes.]
Eu Sou o Pão da Vida (6.35);
Eu Sou a Luz do mundo (8.12, 9.5);
Eu Sou a Porta (10.7);
Eu Sou o Bom Pastor (10.11);
Eu Sou a Ressurreição e a Vida (11.25);
Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida (14.6);
Eu Sou a Videira Verdadeira (15.1).

Jesus se revela como Deus. Em 8.58, Ele diz: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou.” Por isso, os judeus querem apedrejá-lo, pois entendem que ao se apresentar como Eu Sou (Egô Eimi, em grego), Ele reinvidica ser YHWH, o SENHOR.
No momento de Sua prisão, em que os soldados perguntam quem é Jesus dentre os reunidos no Getsemani, Ele se revela: Egô Eimi, Eu Sou (Jo 18.5). Ele se revela como o Deus Eterno. Mediante a fala do Senhor, os soldados recuam atônitos e caem diante Dele. Ele é o Verdadeiro Deus, Ele é o SENHOR.
Isso mostra, mais uma vez, a divindade do Messias. Ele não é uma criatura de Deus, como atestam certas seitas. Ele não foi criado por Deus como uma criatura superior aos anjos e inferior ao Pai. De forma alguma. Jesus Cristo, Yeshua Ha Mashiach, é Deus.
[Veja, no versículo 3, que um destacamento é designado para prender a Jesus. Um destacamento romano era composto por 760 homens de infantaria e 260 de cavalaria para justificar a presença de um comandante (v. 12).]

Apenas neste Evangelho (tentando não repetir o que já foi dito antes, e sem mostrar todas as peculiaridades de João), sabemos que Cristo manifestou a Sua onisciência a Natanael, e conhecemos o testemunho do futuro apóstolo: “Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!” (1.49); vemos a conversa do Mestre com Nicodemos sobre o novo nascimento (cap. 3), e descobrimos o resumo do Evangelho e o texto áureo da Bíblia no v. 16; Ele em Samaria, com a mulher adúltera, conversando sobre adoração (cap. 4); a cura do homem paralítico há trinta e oito anos (cap. 5); é impressionante ver que os guardas voltam sem prender Jesus, tamanha a Sua autoridade (7.32,45); a mulher pega em adultério é trazida como uma cilada à presença Dele por acusadores, que talvez ainda fossem mais pecadores do que ela (cap. 8); a cura do cego de nascença, que é expulso da sinagoga por testemunhar do Benfeitor, e ao se encontrar com Ele, recebe a salvação (cap. 9); a ressurreição de Lázaro, que já estava no túmulo fazia quatro dias, e cujo corpo já havia começado a apodrecer (cap. 11); no cap. 12, sabemos que Lázaro estava à mesa, Marta servia e Maria ungiu aos pés do Mestre; no cap. 13, o Senhor lava os pés dos discípulos, e do restante do capítulo até o fim do 16, temos o “discurso pascal” do Senhor, e no cap. 17, a oração sacerdotal de Jesus, nosso Sumo Sacerdote, que intercede por nós. É o único que relata que o servo do sumo sacerdote que teve a orelha cortada (que Lucas nos diz que Ele curou) era Malco e que Pedro foi quem fez isso. Também diz que os soldados não quiseram rasgar Sua túnica (19.24); é o único dos quatro evangelistas que registra o brado triunfante do Salvador: “Está consumado!” (19.30), como também é o único que diz que as Suas pernas não foram quebradas (19.33). João é o único que nos conta que aqueles que O amavam correram até o sepulcro (20.3,4). E João é o único a dizer que o Salvador Ressurreto “soprou” sobre os discípulos, e disse: “Recebei o Espírito Santo” (20.22).

Mas, ele nada diz do nascimento, da genealogia, da infância do Messias, pois afinal, já falou do Verbo, e o Verbo é Deus. Nada fala do batismo ou da tentação, nem da transfiguração, ou da nomeação dos apóstolos. Este evangelho não fala de Jesus orando, o que é feito nos outros. Ao fim do primeiro milagre da multiplicação, os Sinóticos dizem que Ele foi orar no monte, mas João diz apenas que Ele se retirou para o monte. Ao invés disso, João fala de Jesus falando com Deus de igual para igual, como na oração sacerdotal.
O apóstolo não fala da “vinda do Filho do Homem”, nem O chama de Filho de Davi. Aqui não se fala de uma Palestina restaurada, mas sim da “casa de meu Pai”. Também nunca se fala em arrepender-se, pois o pecador está morto, e ele precisa de vida, nem de perdão de pecados, e Ele nunca profere uma parábola. Não se fala em demônios. Não vemos detalhes de Sua agonia no Getsêmani nem detalhes de Sua crucificação: por exemplo, não temos o clamor “passa de mim este cálice”, nenhuma menção das três horas de escuridão, dos espectadores zombando do Salvador moribundo, nem se menciona o desafio para que Ele desça da cruz. Não se mostra o véu que se rasga, quando o Redentor dá o último suspiro, afinal Deus é revelado a todo momento, não há porque, então, rasgar o véu aqui! João nada diz sobre Ele comer alguma coisa depois da ressurreição! E não vemos a ascensão do Cristo Ressurreto.
E muitos dos títulos de Jesus são conhecidos apenas em João: o Verbo, o Criador de todas as coisas, o Unigênito do Pai, o Cordeiro de Deus, a plenitude setúpla do Eu Sou.

Algo que não posso deixar passar acontece no capítulo 6, após o milagre, comum aos quatro Evangelhos, da multiplicação dos pães e peixes para cinco mil. Jesus ensina Sua Palavra, mostrando que Ele é o Pão que desceu do céu. Porém, após Seu discurso, ofendidos, achando Sua palavra muito dura, muitos discípulos O abandonam, Ele pergunta aos doze: “Porventura, vocês também querem ir embora?”, e a resposta de Simão: “Senhor, para quem iremos? Só Tu tens as palavras da vida eterna!” (v. 68).
A Igreja tem sido assim atualmente. Procurando bênçãos, o pão que os que seguiam a Jesus queriam, a Igreja se esquece de amar verdadeiramente a Jesus, só querendo aquilo que Ele pode oferecer. Por isso, quando Ele lhes fala duramente, falando à dureza de seus corações, eles se ofendem e O abandonam, procurando lugares onde oferecem as bênçãos sem o Senhor que as concede.

A designação do Espírito Santo como “Confortador” ou “Consolador” (14.16) é exclusiva de João e significa literalmente. “alguém chamado ao lado”. Ele é “outro Consolador”, isto é, alguém como Jesus, o que estendeu o ministério de Jesus até o final desta era.

Seria um grave erro, entretanto, compreender o objetivo do Espírito apenas em termos daqueles em situações difíceis. Ao contrário, João demonstra que o papel do Espírito abrange cada faceta da vida.

Em relação ao mundo exterior de Cristo, Ele trabalha como o Agente que convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (16.8-11). A experiência de ser “nascido no Espírito” descreve o Novo Nascimento (3.6).

Como, em essência, Deus é o Espírito, aqueles que O adoram devem fazê-lo espiritualmente, isto é, conforme comandado e motivado pelo Espírito Santo (4.24).

Além disso, em antecipação do Pentecostes, o Espírito torna-se o capacitador divino para o ministério autorizado (20.21-23).

O Espírito Santo também cumpre uma função definida em relação a Cristo. Enquanto o Pai enviou o Espírito em nome de Cristo, o Espírito nunca chama a atenção para Si, nem fala com Sua própria autoridade. Ao contrário, Sua missão é glorificar Jesus e declarar os ensinamentos de Cristo aos discípulos (16.14).

João revela a função do Espírito Santo em continuar a obra de Jesus, guiando os crentes e a um entendimento dos significados, implicações e imperativos do evangelho e capacitando-os a realizar “obras maiores” do que aquelas realizadas por Jesus (14.12). Aqueles que crêem em Cristo hoje podem, assim, enxergá-lo como um contemporâneo, não apenas como uma figura do passado distante.

Ao buscar cumprir seu objetivo conforme declarado em 20.20,31, João confronta seus leitores com reivindicações de Jesus que exijam uma resposta pessoal. Uma resposta positiva de fé em Jesus o Cristo, o Filho de Deus, resulta em vida em Seu nome. João registra a afirmação de Jesus de que Ele veio para que tenham vida e a tenham em abundância (10.10) e ele deixa claro que a vida não é uma qualidade independente não relacionada a Deus ou a Cristo. O conhecimento do único Deus Verdadeiro e a Jesus Cristo (17.3), que implica em companheirismo bem como em entendimento intelectual, é a chave do significado da vida eterna.

Fontes:
– Bíblia de Estudo Plenitude, Sociedade Bíblica do Brasil;
– Bíblia de Estudo Profética, Editora Hagnos
– Bíblia de Estudo Almeida, Sociedade Bíblica do Brasil
– Novo Testamento King James Edição de Estudo,
– David Alfred Zuhars Jr., PIB do Jardim das Oliveiras, Fortaleza/CE,
– Porque Quatro Evangelhos? – A. W. Pink.