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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Você conhece a Bíblia? I Samuel



I Samuel, quarto dos livros históricos, é o nono livro da Bíblia. Possui 31 capítulos e 810 versículos. Este livro de transição recebe seu nome do último juiz e primeiro grande profeta de Israel, narrando a passagem da teocracia para a monarquia, do nascimento de Samuel à morte de Saul.

Na Bíblia Hebraica, é colocado entre um dos Profetas Anteriores. Os dois livros de Samuel constituíam originalmente uma única obra. Embora sua divisão em duas partes tenha aparecido pela primeira vez na versão grega do Antigo Testamento, a Septuaginta, Samuel permaneceu um único livro nos manuscritos hebraicos até a publicação da Bíblia Hebraica impressa em 1517.
A maior parte das profecias do livro foi cumprida em épocas passadas, mas predições de uma monarquia forte podem prefigurar o reino de Jesus, o "Filho de Davi". Trinta e uma predições se acham distribuídas ao longo do livro, relacionadas a vários eventos e personagens históricos. Essas predições se acham em 124 versículos, 15% do livro.

Autor e Data

O autor de 1Sm não é nomeado neste livro, mas é provável que Samuel ou tenha escrito ou fornecido a informação para o período que engloba sua vida e ministério. A autoria do restante de 1Sm não pode ser determinada com certeza, mas alguns supõem que seja do sacerdote Abiatar.

O livro de 1Sm cobre um período de cerca de 140 anos, começando com o nascimento de Samuel em redor de 1150 a.C. e terminando com a morte de Saul em redor de 1010 a.C.

A data sugerida para o livro é entre 931 e 722 a.C. Por causa da referência à cidade de Ziclague, que “ pertence aos reis de Judá, até o dia de hoje” (27.6), e por outras referências a Judá e a Israel, sabemos que 1Sm foi escrito depois da divisão da nação em 931 a.C. Além disso, como não há menção à queda de Samaria em 722 a.C., deve ser datado antes deste evento.

Samuel

Samuel significa "pedido a Deus", ou "Deus ouviu". Seu pai, Elcana, tinha duas esposas: Penina e Ana. Penina tivera vários filhos, mas Ana era estéril. Ela orou por um milagre, e Deus a atendeu, dando Samuel, seu primogênito.

Samuel foi um dos maiores líderes hebreus levantados por Deus em tempos especiais, juntamente com Abraão, o grande patriarca, e Moisés, o guerreiro e legislador. A influência de Samuel se encontra não em grandes feitos militares, em habilidade diplomática ou tino político, mas na sua integridade pessoal e incessante lealdade a Deus.

Procedente da tribo de Levi, Samuel foi especialmente chamado por Deus para o sacerdócio. Ele estabeleceu uma escola de profetas e, depois de ungir tanto a Saul e Davi como reis de Israel, gradativamente cedeu sua posição política aos monarcas.

Algo de I Samuel

Israel havia sido governado por juízes que Deus levantou em momentos cruciais da história da nação; no entanto, a nação havia se degenerado moralmente e politicamente. Havia estado sob a investida violentas e desalmadas dos filisteus. O templo de Siló fora profanado e o sacerdócio se mostra corrupto e imoral. Em meio a essa confusão política e religiosa surge Samuel, o milagroso filho de Ana. De uma forma notável, a renovação e a alegria que esse nascimento trouxe à sua mãe prefiguram o mesmo para a nação.

Os próprios filhos de Samuel não eram reflexo do seu caráter piedoso. O povo não tinha confiança nos seus filhos; mas a medida em que Samuel envelhecia, pressionavam-no para que lhes desse um rei. Com relutância, ele acaba cedendo.

Saul, homem vistoso e carismático, é escolhido para tornar-se o primeiro rei. O seu ego era tão grande quanto a sua estatura. Pela sua impaciência, exerceu funções sacerdotais, em vez de esperar por Samuel. Depois de desprezar os mandamentos de Deus, foi rejeitado por ele. Depois dessa rejeição, Saul tornou-se uma figura trágica, consumida por ciúme e medo, perdendo gradualmente a sua sanidade. Gastou os seus últimos anos numa incansável perseguição a Davi através das regiões montanhosas e desérticas do seu reino, num desesperado esforço para eliminá-lo. Davi, no entanto, encontrou um aliado em Jônatas, filho de Saul. Ele advertiu Davi sobre os planos do seu pai para matá-lo. Finalmente, depois que Saul e Jônatas são mortos em batalha, o cenário está pronto para que Davi se torne o segundo rei de Israel.

As semelhanças entre Jesus e o pequeno Samuel são surpreendentes. Ambos são filhos de promessa. Ambos foram dedicados a Deus antes do nascimento. Ambos forma pontes de transição de um estágio da história da nação para outro. Samuel acumulou os ofícios de profeta, juiz e sacerdote; Cristo é profeta, sacerdote e rei.

O fim trágico de Saul ilustra o destino final dos reinos terrenos. A única esperança é um Reino de Deus na terra, cujo soberano seja o próprio Deus. Em Davi começa a linhagem terrena do Rei de Deus. Em Cristo, Deus vem como Rei e virá novamente como Rei dos reis.

Davi, o pequeno e humilde pastor, prefigura a Cristo, o bom pastor. Jesus torna-se o Rei-pastor definitivo.

1Sm contém notáveis exemplos da vinda do Espírito Santo sobre os profetas, bem como sobre Saul e seus servos. Em 10.6, o Espírito Santo vem sobre Saul, que profetiza e “se transforma em outro homem”, isto é, é equipado pelo Espírito para cumprir o chamado de Deus.

Depois de ser ungido por Samuel, “desde aquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi” (16.13). O fenômeno do Espírito inspirando a adoração ocorre no cap. 10 e em 19.20. Esse fenômeno não é como o frenesi impregnado de emotividade dos pagãos, mas verdadeira adoração e louvor a Deus pela inspiração do Espírito, em semelhança ao ocorrido no dia de Pentecostes (At 2).

Mesmo nos múltiplos usos do éfode, Urim e Tumim, esperamos ansiosamente pelo momento em que o “Espírito da Verdade” nos irá guiar em “toda a verdade”, nos falará sobre “o que há de vir” e “há de receber do que é meu (de Jesus)” e no-lo “há de anunciar” (Jo 16.13,14).

O canto de Ana no capítulo 2 é maravilhoso, além de profetizar o Mashiach do Senhor e o Seu julgamento sobre toda a terra. Provavelmente Ana é uma profetiza.

Em 3.1 nos é contado que a Palavra do Senhor era de muita valia naqueles dias pois não havia visão manifesta. Era rara. E com Samuel a profecia volta ao povo.

Eli era sacerdote, velho e experiente, mas não ouvia a Palavra do Senhor. E não foi um bom pai para seus filhos, que não seguiram seu exemplo. Foram sacerdotes irresponsáveis e pecadores. Infelizmente, Samuel também passou por esse problema.

O alarme sobre o objeto mais sagrado para Israel naqueles dias permanece para todos os tempos. A arca do Senhor foi embora. A Glória se foi. Icabode. Cuidado! Para Israel, a Arca era só um amuleto. Esqueceram que era a Presença do SENHOR no meio deles. Apesar do seu pecado, eles queriam que Deus os ajudassem.

Fontes:
- Bíblia de Estudo Profética;
- Bíblia de Estudo Almeida;
- Bíblia de Estudo Plenitude.

Esse pretenso estudo é apenas um resumo a partir de textos lidos, e, às vezes, algumas considerações minhas. Contudo, apesar de apresentar algumas ideias comuns a muitas correntes, vale lembrar que representa apenas uma pequena parte do grande universo de estudos bíblicos, com suas diversas interpretações do que concebemos como revelação e da diversidade de correntes cristãs.
Ainda reitero que em algum momento esse pequeno texto será revisado, e alterado, a depender do meu tempo e vontade.

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