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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Você conhece a Bíblia? - Josué



Josué é o sexto Livro da Bíblia e o primeiro dos doze Livros Históricos. O livro de Josué tem 24 capítulos e 658 versículos.
Vinte e sete predições aparecem em 89 versículos, 12% do livro.

Em hebraico, o nome Josué é Yeshua ou ainda Yehoshua, que significa "Javé salva" ou "Javé é salvação". A transliteração grega do nome é "Jesus".

Autor e Data

Josué chamava-se antes Oséias. Era filho de Num, príncipe da tribo de Efraim.
Josué saiu do Egito já com mais de 40 anos, e se tornou o fiel servidor de Moisés. Ele e Calebe foram os únicos espias que acreditaram em Deus e creram na vitória. Por serem fiéis, foram os únicos que saíram do Egito e entraram em Canaã. Josué auxiliou Moisés por 40 anos, e foi o seu sucessor, comandando os exércitos israelitas na conquista da Terra prometida. Desfrutou da vida em Canaã até a morte, aos 110 anos.

O autor não é determinado pelas Escrituras. O uso do pronome “nós” e “nos” sustenta que o autor deve ter sido testemunha de alguns acontecimentos que ocorreram durante estes período. Js 24.26 sugere que o autor de pelo menos grandes seções do livro foi o próprio Josué. Outras passagens, entretanto, não poderiam ter sido escrita por Josué. Além de sua morte, vários outros acontecimentos ocorreram após a sua morte: a conquista de Hebrom por Calebe (14.6-15); a vitória de Otniel (15.13-17); e a migração para Dã (19.47). Portanto, é mais provável que o livro tenha sido composto em sua forma final por um escriba ou editor posterior, mas foi baseado em documentos escritos por Josué.

O Livro de Josué cobre cerca de vinte anos da história de Israel sob a liderança de Josué.

A data comumente aceita da morte de Josué é por volta de 1375 a.C.. Portanto, o livro engloba a história de Israel entre 1400 a.C. e 1375 a.C., e é provável que tenha sido compilado pouco tempo depois.

Algo de Josué

No cânon da Bíblia Hebraica, os seis livros de Josué, Juízes, I Samuel, II Samuel, I Reis e II Reis formam o conjunto denominado de Profetas Anteriores, enquanto os livros de Isaías, Jeremias, Ezequiel e os doze profetas menores são chamados de Profetas Posteriores. Os Profetas Anteriores, por conseguinte, traçam o desenvolvimento do povo escolhido na Terra Prometida até o cativeiro da Babilônia.

O livro começa nas vésperas da entrada de Israel em Canaã. Politicamente, Canaã se dividia em várias cidades-estados, cada uma com seu governo autocrático e todas hostis umas com as outras. Moralmente, as pessoas eram depravadas; a anarquia e a brutalidade eram comuns. A religião dos cananeus enfatizava a fertilidade e o sexo, adoração da serpente e até o sacrifício de crianças. O cenário estava estabelecido e a terra propícia para a conquista.

O povo de Israel estava sem pátria havia mais de quatrocentos anos (Gn 15.13). Eles tinham vivido em servidão aos faraós egípcios e depois ficaram perambulando no deserto por mais quarenta anos. Entretanto, embora imperfeitamente, continuavam fiéis ao único e verdadeiro Deus e se apegavam à promessa que ele tinha feito à Abraão. Deus havia prometido transformar Abraão e seus descendentes em uma grande nação e dar-lhes Canaã como pátria sob a condição de que eles continuassem fiéis e obedientes a Ele (Gn 17) .
Agora, eles estavam prestes a vivenciar o cumprimento dessa promessa.

Contudo, a conquista não se dá repentinamente, nem sem percalços e dificuldades. Era uma tomada de territórios já habitados; ninguém ia entregar sua terra sem lutas. Portanto, era preciso que os israelitas se preparassem para a guerra: fabricar armas, treinar seu exército, criar estratégias.
Também precisavam aliar as técnicas e estratégias dos generais com a direção divina. Os hebreus não iam tomar aquele território sem confiar e ouvir seu Deus, que lhes prometera aquela terra. E mais importante que seguir as estratégias de guerra, era ouvir seu Deus.
Outra questão é que cada um tinha seu papel nessa guerra. Todos deviam se esforçar e agir, em prol da conquista. Generais, guerreiros, sacerdotes, cada um tinha algo a desempenhar.
E nem todos alcançariam as mesmas conquistas. Muitos morreram no caminho, até que a grande nação dos hebreus pudesse enfim descansar.

O futuro Messias é revelado no Livro de Josué de três maneiras; por revelação direta, por modelos e por aspectos iluminantes de sua natureza.
Em 5.13-15, a Segunda Pessoa da Trindade aparece em uma pré-encarnação a Josué como o “príncipe do exército do SENHOR” . Através de sua aparição, Josué teve certeza de que o próprio Deus era o responsável. Era tarefa de Josué, bem como nossa, seguir os planos do Príncipe, além de conhecê-Lo. Josué apresenta, então, Jesus Cristo, Capitão da Nossa Salvação.

O próprio Josué era um modelo de Cristo. Seu nome, que significa "Jeová é Salvação", é um equivalente hebraico do grego “Jesus”. Josué guiou os israelitas até a possessão de sua herança prometida, bem como Cristo nos leva à possessão da vida eterna.

O cordão na janela de Raabe
(2.18,21) ilustra a obra de redenção de Cristo na cruz. O pano cor de sangue pendurado na janela salvou Raabe e sua família da morte. Assim, Cristo também derramou seu sangue e foi pendurado na cruz para nos salvar da morte. Raabe era uma mulher, sem reputação e sem futuro, mas, teve sua vida transformada. Ela e sua casa foram salvas. Deus lhe deu uma nova vida: a prostituta casou-se, teve filhos, e foi antepassada dos reis de Israel: Davi e do Messias.

Um dos aspectos da natureza de Cristo revelada em Josué é o da promessa cumprida. No final de sua vida, Josué testemunhou: “nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o SENHOR, vosso Deus” (23.14). Deus, em sua graça e fidelidade, sustentou e preservou seu povo tirando-os do deserto e levando-o à Terra Prometida. Ele fará o mesmo por nós através de Cristo, que é a Promessa.

A presença do Espírito Santo surge em 1.5, quando Deus conhecendo a esmagadora tarefa de comandar a nação de Israel, forneceu a Josué a promessa de seu Espírito sempre presente.

O trabalho do Espírito Santo era o mesmo antes de agora: Ele atrai as pessoas a um relacionamento de salvação com Cristo e realiza os propósitos do Pai. Seu objetivo em Josué, bem como no AT, era a salvação de Israel, pois, foi através dessa nação que Deus escolheu salvar o mundo (Is 63.7-9)

Várias características sobre a maneira como o Espírito opera podem ser vistas em Josué.
A obra do Espírito Santo é contínua: “Não te deixarei nem te desampararei” (1.5).
O Espírito Santo está comprometido a realizar a tarefa, independentemente de quanto tempo demore. Sua presença permanente é necessária para o sucesso do plano de Deus na vida dos homens. A obra do Espírito Santo é mútua: “Tão somente sê forte e mui corajoso para teres cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares” (1.7).
Foi dito: “Sem ele, não podemos; sem nós ele não quer”. A cooperação com o Espírito Santo é essencial à vitória. Ele nos habilita a cumprir nosso chamado e a completar a tarefa ao nosso alcance. A obra do Espírito Santo é sobrenatural.
A queda de Jericó foi obtida mediante a destruição milagrosa de seus muros (6.20). A vitória foi alcançada em Gibeão, quando o Espírito deteve o sol (10.12,13). Nenhuma obra de Deus, seja a libertação da servidão ou possessão da bênção, é realizada sem ajuda do Espírito.

Diante do primeiro problema a ser enfrentado, o rio Jordão, Israel não parou. Quando os sacerdotes que carregavam a Arca tocaram com seus pés no leito do rio, o Jordão se abriu para Israel passar. Pois o Senhor ia na frente deles. Ergueram ainda memoriais para que as gerações futuras não se esquecessem do SENHOR, e do que ele já fez, faz e fará pelo Seu povo.

As muralhas de Jericó não resistiram ao poder de Jeová. Israel não tinha armas, e era impossível eles vencerem aquela fortaleza. Mas, Deus que era com eles, lhes deu a vitória. Com shofar na mão e grito na boca, as muralhas ruíram. Pela fé, Israel venceu.

== UPDATE ==
Muitos irmãos tem se questionado sobre a família de Josué, por causa da novela da Record. Eu não assisto a novela, mas muitos tem tido sua curiosidade despertada sobre o livro por causa da ficção.
Quero lembrar que o que a Record faz é isso: ficção. Baseia-se na Bíblia, mas seus autores aproveitam-se da imaginação para criar uma obra televisiva.
Portanto, nome de esposa de Josué, se casou uma ou mais vezes, filhos, não são bíblicos. São criação dos autores da novela. A Bíblia não deixa nada disso registado.
Por quê? Porque não é relevante para a história. Normalmente, a Bíblia só fala de nomes de esposa e filhos de alguém quando acha necessário. Até mesmo as genealogias não são completas, mas apenas para mostrar a ascendência de pessoas importantes para a narrativa, como Moisés, Davi e Jesus.
O que sabemos, pelo capítulo 24, é que certamente ele formou família. Ele diz que, com sua família, serviria ao Senhor. Ele já estava idoso.
Eu não consigo imaginar um homem centenário, que ganhou uma cidade (19.50), estar pensando em tios e sobrinhos nesse momento. Acho que se ele não tivesse tido família, a Bíblia diria isso. Não é porque Josué era um tipo de Yeshua que não poderia ser casado. Isaque, Moisés, Samuel, e tantos outros, foram tipos de Cristo, e mesmo assim deixaram descendência.
Portanto, se ele casou duas vezes, nome de esposas e filhos, não são encontrados na Bíblia. São criação dos autores. Pode até ser que exista alguma tradição judaica sobre isso, mas eu nunca ouvi falar. E, principalmente, não está na Bíblia.

Fontes:
- A Bíblia em 100 dias - Josué;
- Bíblia de Estudo Almeida;
- Bíblia de Estudo profética de Tim LaHaye;
- Bíblia de Estudo Plenitude.

Esse pretenso estudo é apenas um resumo a partir de textos lidos, e, às vezes, algumas considerações minhas. Contudo, apesar de apresentar algumas ideias comuns a muitas correntes, vale lembrar que representa apenas uma pequena parte do grande universo de estudos bíblicos, com suas diversas interpretações do que concebemos como revelação e da diversidade de correntes cristãs.
Ainda reitero que em algum momento esse pequeno texto será revisado, e alterado, a depender do meu tempo e vontade.

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