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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Você conhece a Bíblia? - Juízes



Juízes é o sétimo livro da Bíblia e o segundo livro histórico do Antigo Testamento. O livro possui 21 capítulos com 618 versículos.
41 versículos, ou 75%, contêm declarações preditivas, todas cumpridas naqueles dias, lembrando que a palavra do Senhor era rara naqueles dias.

Os Juízes (em hebraico Shofetim) foram pessoas que dirigiram o povo de Israel. Tais personagens viveram durante o período compreendido entre a morte de Josué e os anos anteriores à Monarquia (séculos XII-XI a.C.). Foram heróis que guiaram o povo na luta para manter os territórios conquistados.
Na Bíblia Hebraica, Juízes fazia parte dos Profetas Anteriores.

Autor e Data

O autor de Juízes é desconhecido, mas o Talmude atribui o livro de Juízes a Samuel. Este bem pode ter escrito partes do Livro, já que se afirma que era um escritor (1Sm 10.25).

O Livro de Juízes cobre o período entre a morte de Josué e a instituição da monarquia. Evidências internas indicam que ele foi escrito durante o período inicial da monarquia que se seguiu à coroação de Saul. Porém antes da conquista de Jerusalém por Davi, cerca de 1050 a 1000 a.C.

Esta data tem o apoio de dois fatos: 1) As palavras “naqueles dias, não havia rei em Israel”(17.6) indicam terem sido escritas num período em que Israel tinha um rei. 2) A declaração de que “os jebuseus habitaram com os filhos de Benjamim em Jerusalém até ao dia de hoje” (1.21) aponta para um período anterior à conquista da cidade por Davi (2Sm 5.6,7).

Algo de Juízes

Juízes cobre um período da história de Israel marcado pelo caos: cerca de 1380 a 1050 a.C. Sob a liderança de Josué, Israel conquistou e ocupou de forma geral a terra de Canaã, mas grandes áreas ainda permaneceram por ser conquistadas pelas tribos individualmente.
Israel praticava continuamente o que era mau aos olhos do Senhor e “não havia rei em Israel, porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (21.25). Ao servirem de forma deliberada a deuses estranhos, o povo de Israel quebrava a sua aliança com o Senhor. Em conseqüência, o Senhor os entregava nas mãos dos opressores.
Toda vez que o povo clamava ao Senhor, Ele, com Sua misericórdia e fidelidade, levantava um juiz a fim de prover libertação ao seu povo. Ou seja, apresentava-se um ciclo: Os israelitas praticavam o que era mau aos olhos do Senhor (apostasia); o Senhor os entregava nas mãos de inimigos (opressão); o povo de Israel clamava ao Senhor (arrependimento); e, em resposta ao seu clamor, o Senhor levantava libertadores a que ele capacitava com o seu Espírito (libertação).
Estes juízes, a quem o Senhor escolheu e ungiu com o seu Espírito, eram militares e civis. O Livro de Juízes não olha apenas retroativamente para a conquista de Canaã, liderada por Josué, registrando as condições em Canaã durante o período dos juízes, mas também antecipa o estabelecimento da monarquia em Israel.

Os juízes mencionados no livro são:

Otniel
Eúde
Sangar
Débora
Gideão
Tola
Jair
Jefté
Ibzã
Elom
Abdom
Sansão

Seis indivíduos - Otniel, Eúde, Débora, Gideão, Jefté e Sansão -, cujo papel de libertadores é narrado com mais detalhes, são classificados como “juízes maiores”. Seis outros, mencionados rapidamente - Sangar, Tola, Jair, Ibsã, Elom e Abdom -, são conhecidos como “juízes menores”. Um décimo terceiro personagem está vinculado à história de Gideão: Abimeleque, que usurpou o poder, matando seus irmãos.
Alguns dos juízes podem ter sido contemporâneos, exercendo seu ministério em regiões distintas. Além disso, Eli e Samuel também foram juízes.

Além disso, duas histórias são acrescentadas ao Livro de Juízes (17.1—21.15) na forma de um epílogo. O propósito desses apêndices é descrever a corrupção religiosa e moral existente nesse período.
A primeira história ilustra a corrupção na religião de Israel. Mica estabeleceu em Efraim uma forma pagã de culto ao Senhor, a qual foi adotada pelos danitas quando estes abandonaram o território que lhes coube por herança e migraram para o norte de Israel. A segunda história ilustra a corrupção moral de Israel na infeliz experiência de um levita em Gibeá, no território de Benjamim, e a conseqüente guerra benjamita. O propósito desta seção final do livro é ilustrar as conseqüências da apostasia e anarquia nos dias em que “não havia rei em Israel”.

A atividade do Espírito do Senhor no Livro de Juízes é claramente retratada na liderança carismática daquele período. Os seguintes atos heroicos de Otniel, Gideão, Jefté e Sansão são atribuídos ao Espírito do Senhor:

O Espirito do Senhor veio sobre Otniel (3.10) e o capacitou a libertar os israelitas das mãos de Cusã-Risataim, rei da Síria.
Através da presença do Espírito do Senhor, Gideão (6.34) libertou o povo de Deus das mãos dos midianitas. Literalmente, o Espírito do Senhor se revestiu de Gideão. O Espírito do Senhor capacitou este líder escolhido por Deus e agiu através dele para implementar o ato salvífico do Senhor em benefício do seu povo.
O Espírito do Senhor equipou Jefté (11.29) com habilidades de liderança no seu empreendimento militar contra os amonitas. Sua vitória sobre os amonitas foi o ato de libertação do Senhor em benefício de Israel.
O Espírito do Senhor capacitou Sansão e executar atos extraordinários. Ele começou a impelir Sansão para sua carreira (13.25). O Espírito veio poderosamente sobre ele em várias ocasiões. Sansão despedaçou um leão apenas com as mãos (14.6). Certa vez matou trinta filisteus (14.19) e, em outra ocasião, livrou-se das cordas que amarravam as suas mãos e matou mil filisteus com uma queixada de jumento (15.14,15).

Assim, o mesmo Espírito que deu condições a esses libertadores para que fizesse façanhas e cumprissem os planos e propósitos do Senhor continua operante ainda hoje.

Fontes:
- Bíblia de Estudo Profética de Tim LaHaye;
- Bíblia de Estudo Almeida;
- Bíblia de Estudo Plenitude.
Esse pretenso estudo é apenas um resumo a partir de textos lidos, e, às vezes, algumas considerações minhas. Contudo, apesar de apresentar algumas ideias comuns a muitas correntes, vale lembrar que representa apenas uma pequena parte do grande universo de estudos bíblicos, com suas diversas interpretações do que concebemos como revelação e da diversidade de correntes cristãs.
Ainda reitero que em algum momento esse pequeno texto será revisado, e alterado, a depender do meu tempo e vontade.

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