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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Você conhece a Bíblia? - Sofonias


Sofonias é o 36º Livro da Bíblia, sendo o 14º Livro Profético e o 9º Profeta Menor. Contém três capítulos e 53 versículos.
Sofonias significa “Escondido do SENHOR” ou “o SENHOR escondeu”.

47 versículos, ou 89% da obra, são proféticos.

Autor e Data

Sofonias é o profeta menor que melhor se identificou. Ele remonta sua linhagem até o Rei Ezequias (talvez por causa do antepassado ilustre ele tenha feito isso).
[Cabe mencionar que alguns estudiosos questionam isso. Pelo fato de Ezequias ser um nome comum, e o profeta não o chamá-lo de rei, acham que o antepassado do profeta não era o descendente de Davi que estava no trono.]O rei Josias, que durante seu reinado provocou uma reforma em Judá, foi não apenas contemporâneo do profeta Sofonias, mas também seu parente distante. A origem nobre de Sofonias com certeza deu acesso ao palácio e tornou possível que ele alcançasse o coração do jovem Josias com suas profecias.

Sofonias profetizou “nos dias de Josias, filho de Amon, rei de Judá” (1.1, cerca de 640 a 609 a.C.). Como o auge da reforma de Josias foi no ano 620 a.C., e Sf 2.13,15 faz entender que Nínive ainda não tinha caído, a maioria dos estudiosos estabelece a data dos escritos entre 630 a 627 a.C. Seus contemporâneos incluem Jeremias, Naum e Hulda (2 Rs 22.14).

Judá nos tempos de Sofonias

Cerca de 100 anos antes da profecia deste livro o Reino do Norte foi conquistado pela Assíria. E os reis Manassés e Amon tiveram que pagar tributos para também não serem invadidos pela Assíria.
A aliança com a Assíria afetou Judá politicamente, mas também as práticas religiosas, sociais e de comportamento da Assíria impuseram suas tendências em Judá.

A Assíria influenciou Judá na política, e também no comportamento, socialmente e religiosamente.
Adivinhadores e encantadores ganharam proteção oficial em Judá. A religião astral era tão popular, que o rei Manassés construiu altares à entrada da Casa do SENHOR (2 Rs 23.11), altares para adoração do sol, lua, estrelas, signos do zodíaco e todos os astros do céu. Jeremias mostra que a adoração à deusa-mãe da Assíria envolvia todos os membros das famílias de Judá (Jr 7.18).

Mas, à medida que o jovem Josias governava, a ameaça assíria foi diminuindo. A revolta de uma Babilônia em ascensão acarretou a destruição de Nínive em 612 a.C.
Depois de anos de silêncio de Deus, (verdadeiras) vozes proféticas foram mais uma vez ouvidas em Judá. Junto com Sofonias, Jeremias estava encorajando o renascimento liderado pelo rei. O Livro da Lei foi encontrado no Templo do SENHOR, e a profetisa Hulda foi consultada (II Rs 22.14). Consequentemente, a terra foi purificada de práticas e de sacerdotes idólatras, o templo foi purificado, e milhares de sacrifícios foram oferecidos quando a Páscoa foi observada (II Cr 34; 35), como nunca fora desde os dias de Samuel.

Mas, a reforma foi apenas externa. A Lei não entrou nos corações do povo endurecido. Ainda assim, todos achavam que estava tudo certo com Deus e o mundo, pois estavam vivendo em prosperidade e paz (ainda que momentâneas).



Algo de Sofonias

Sofonias foi chamado a proclamar a enormidade da perversidade de Judá e para anunciar a iminente desolação que se avizinhava, mas também para despertá-lo para o arrependimento, profetizar a destruição dos seus inimigos e consolar os fiéis com a promessa de bênçãos futuras. Como Isaías, cinquenta anos antes, o profeta inspirado olha para além das circunstancias imediatas e se concentra frequentemente no futuro “dia do SENHOR”, do qual os eventos em Judá seriam prenúncios.

Outro elemento-chave do ensinamento de Sofonias é o conceito do “remanescente” que é protegido no “dia do SENHOR” (Sf 2.7-9; 3.13).

Falando como oráculo de Deus, Sofonias entende que Deus usa governos estrangeiros para levar julgamento para seu rebelde povo escolhido. Sofonias estava apavorado com o fato de que, após a catástrofe das tribos do Norte, o povo de Judá ainda mantivesse a absurda noção de que Deus fosse incapaz de fazer bem ou mal (1.12).

Os escritos de Sofonias tem três componentes:
1 – o pronunciamento de um julgamento específico e o julgamento universal do pecado;
2 – um apelo ao arrependimento, porque Deus é justo e deseja perdoar;
3 – uma promessa segundo a qual o restante que fez de Deus seu refúgio será salvo.

Sofonias descreve a ira e a alegria de Deus vividamente. Deus esquadrinha as ruas de Jerusalém com lanternas para achar os ímpios que ele irá castigar (1.12); a profecia que descreve o Dia do SENHOR (1.14-18) é um terrível cântico de juízo. Uma chamada ao arrependimento segue adequadamente essas passagens. Os dois primeiros capítulos e meio profetizam julgamento tão completo que até mesmo a natureza será consumida (1.2-3) e “toda esta terra será consumida pelo fogo do meu zelo” (3.8).

Por causa do repetido uso da expressão “o Dia do SENHOR”, o Livro de Sofonias tem significado para o final dos tempos. O Dia do SENHOR é tanto um período de tempo quanto um dia real em que Deus irá levar seus propósitos ao auge para a humanidade e para a Terra. O justo receberá benção eterna, e o ímpio será levado para a condenação eterna.
Provavelmente Amós foi o primeiro a usar a expressão “o Dia do SENHOR” (Am 5.18-20). Isaías, Jeremias, Obadias e Joel, todos falam sobre ela como um tempo de julgamento final. No NT, “o Dia de Jesus Cristo” (Fp 1.6) tem o mesmo significado.

A profecia anuncia o futuro, mas Judá e as nações vizinhas viram o cumprimento das profecias de Sofonias. Os julgamentos aconteceram em alguns anos, começando com a Assíria, e o Templo foi destruído e os judeus levados para o cativeiro.

Apesar da chocante mensagem de ira e julgamento de Deus, os profetas estavam cientes que a ira e o julgamento Dele expressavam somente um lado de Sua natureza. Deus lembra a promessa de que irá purificar e restaurar o restante fiel (3.9). Ele assegura a esse povo humilhado que ninguém lhe fará mal outra vez, porque Ele expulsou os seus inimigos (3.13,15).
Ele os convida a rejubilar, exultar e regozijar-se de todo o coração. E Deus se junta à celebração como um General vitorioso retornando com os camaradas que resgatou. Em júbilo, Deus canta, rejubila e brada de alegria, enquanto Ele fala a eles do Seu amor (3.14-17).
Sofonias finaliza com a terna promessa de Deus de que Ele reunirá todos aqueles que foram espalhados e lhes dará um novo nome e um louvor entre todos os povos da terra (3.20).

A maior parte do livro diz respeito a eventos e condições que ainda estavam para acontecer no tempo em que o livro foi escrito. Sofonias contém vinte assuntos proféticos, a maioria dos quais se relaciona às tribulações de Jerusalém e à derrota final da Babilônia em 586 a.C. ou a juízos sobre nações vizinhas. Profecias iniciais de destruição total de Judá (1.2-4) foram cumpridas pela invasão babilônica, mas estas profecias também podem sugerir devastação semelhante na futura Tribulação. As profecias sobre o “dia do SENHOR” em 1.14-18 serão cumpridas na Segunda Vinda de Cristo. Juízo divino sobre as nações é prenunciado (3.8), seguido pela supremacia de Israel no Reino Milenar (3.9-13) e o consolo, a cura e a gloriosa restauração de Israel à sua terra (3.14-20).

Quatro lições eternas para crentes e incrédulos são encontradas em Sofonias:
1. Deus é perfeita justiça e perfeito amor (3.5). Se o chamado ao arrependimento for continuamente ignorado, o julgamento de Deus deve sobrevir.
2. O castigo não é escolha de Deus, porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo os que crerem Nele não pereçam, mas tenham a vida eterna (Jo 3.16).
3. Estabelecer-se na satisfação da prosperidade financeira (1.10-13) e participar do ritual de uma vida religiosa bem-estruturada sem obedecer à voz de Deus, sem aceitar o castigo ou aproximar-se de Deus (3.2) é uma possibilidade sempre presente. Ainda mais trágico é não estar ciente de tal vazio espiritual.
4. Até mesmo para o rebelde Deus oferece perdão na última hora (2.1-3). O restante que se humilhar e buscar a justiça será escondido no Dia da ira do Senhor (2.3). Eles serão congregados e sarados (3.18), pois Deus está no meio deles (3.17). Essa promessa inabalável ao povo de Deus é a essência do Evangelho.

Fonte:
- Bíblia de Estudo Profética;
- Bíblia de Estudo Plenitude.

Esse pretenso estudo é apenas um resumo a partir de textos lidos, e, às vezes, algumas considerações minhas. Contudo, apesar de apresentar algumas ideias comuns a muitas correntes, vale lembrar que representa apenas uma pequena parte do grande universo de estudos bíblicos, com suas diversas interpretações do que concebemos como revelação e da diversidade de correntes cristãs.
Ainda reitero que em algum momento esse pequeno texto será revisado, e alterado, a depender do meu tempo e vontade.

6 comentários :

  1. Graça e paz!
    “Andando” por aí cheguei até o seu Blog e quero te parabenizar pela bênção que pude ver aqui.
    Já estou te seguindo e aos poucos venho conhecer mais os seus textos.
    Será uma honra te receber no pastoragente.blogspot.com, e se quiser segui-lo vai ser uma alegria pra mim.
    No blog conto da forma mais realista e divertida possível as realidades, dúvidas e experiências de uma simples pastora como eu.
    Fique na paz. Um abraço.

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  2. Paz do Senhor pastora!
    Obrigado pelos parabéns, e por me seguir.
    Irei visitá-la assim que possível.

    Amém! Abraços.

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  3. Shalom!

    Uma alegria conhecer seu blog. O Eterno
    Resplandeça o rosto DELE sobre ti.

    Medite no Salmo 36.8,9

    Nele, Pr Marcelo

    P.s > Visite:

    http://davarelohim.blogspot.com/

    e veja a entrevista inédita com

    o Pr Geziel Gomes. Vale a pena ler!

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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