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segunda-feira, 15 de março de 2010

IV - A Nova Reforma Apostólica - Apóstolos do Século XXI


IV- Apóstolos segundo os Apóstolos da Nova Reforma Apostólica

{última atualização: 25/01/2017}

Neste artigo, citarei as palavras de alguns autores sobre o que elas falam da Nova Reforma Apostólica. A visão apostólica aqui citada refere-se ao que eles acham que é e o que faz um apóstolo, porque a Igreja precisa de apóstolos, e o que é essa Nova Reforma Apostólica. Os textos abaixo são de autoria dos Apóstolos Dr. John Eckhardt, Dr. C. Peter Wagner, Dra. Neuza Itioka (membros da International Coalition of Apostolic Leaders) e do Pr. Fernando Borja Pinto (da Igreja Batista da Lagoinha), além de outros apóstolos citados por eles, como Dr. Rony Chaves, Dr. Bill Hamon e Dr. John Kelly.


Para a International Coalition of Apostolic Leaders, "a Segunda Era Apostólica começou aproximadamente em 2001, anunciando a mudança mais radical na forma de ser igreja desde a Reforma Protestante. Esta Nova Reforma Apostólica abrange o maior segmento do cristianismo não católico em todo o mundo e é o de crescimento mais rápido. As igrejas do movimento apostólico são o único mega bloco cristão que cresce mais rapidamente do que o Islã. O Novo Testamento esboça claramente o dom do apóstolo em Efésios 4: 11-12: "E Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo". Também é mencionado em Efésios 2:20 e 1 Coríntios 12:28. O apóstolo Paulo e os apóstolos de Cristo falaram do dom como essencial para a função saudável da Igreja e para a treinamento dos santos." [1]

O Ministério Apostólico - Dr. John Eckhardt (Crusaders Church e IMPACT Network) [2]

Estou convencido de que há certas fortalezas que não podem ser destruídas sem a unção apostólica. (...) Elas são poderosas fortalezas que somente podem ser suplantadas através da pregação e do ensino apostólico. As fortalezas são o estorvo principal ao avanço da Igreja e deve ser tratada com o apostólico. A pregação, o ensino e, acima de tudo, o povo com um ministério apostólico são armas poderosas em Deus para derrubar estas fortalezas (louvor, adoração e oração também são armas efetivas).
(...)
O ministério apostólico tem o poder e a autoridade para destruir as fortalezas e mudar as mentes-fechadas.
(...) Hoje necessitamos deste mesmo tipo e nível de ministério para confrontar os argumentos que o nosso mundo moderno levanta contra a verdade. Ainda que os argumentos possam ter mudado, a influência demoníaca por trás deles não. (...) Eles podem ser destruídos unicamente através do ministério apostólico, uma unção que confunde a sabedoria deste mundo e libera a sabedoria de Deus. A Igreja necessita da graça apostólica para rebater os argumentos que as pessoas do nosso mundo moderno usam para rejeitar o Evangelho. Milagres, curas, sinais e maravilhas ajudam a derrubar estas fortalezas. (...) Esta, uma vez mais, é outra razão por que a Igreja necessita ser primeiro, e acima de tudo, apostólica. Sem esta dimensão, não teremos a capacidade para destruir estas fortalezas. (...)

(...) Ainda que cada crente tenha uma categoria de autoridade para expulsar demônios, os apóstolos caminham e ministram na mais alta categoria. Os maus espíritos e os anjos reconhecem esta categoria. Os apóstolos são os comandantes espirituais da Igreja. “Comandante”, como é usado em Isaías 55:4, cuja palavra hebraica é Isevah, quer dizer comandar, enviar uma mensagem, pôr ou colocar em ordem. A igreja (congregação) precisa de uma liderança apostólica para colocar a Igreja em ordem. Eles organizam e mobilizam os crentes como um exército.

(...) Isto implica comando, mobilização, reposição e convocação do exército de Deus para desafiar e derrubar as fortalezas do inimigo. O apostólico toma a dianteira, invadindo novos territórios e avança. Tem a capacidade de ir primeiro. É o primeiro que encontra resistência dos poderes das trevas e o primeiro a penetrar as barreiras que eles têm levantado. Este ministério é absolutamente necessário para manter a Igreja rumo ao cumprimento da Grande Comissão.

(...) Como oficial na Igreja, o apóstolo é também um executivo. É uma pessoa que atua, opera com poder na igreja. Em outras palavras, tem poder e autoridade para executar os planos e propósitos de Deus. Executar quer dizer colocar em ação, realizar, demonstrar, cumprir, terminar.
O propósito de Deus não será cumprido ou realizado sem que o ministério apostólico seja restaurado à Sua Igreja. Por um longo tempo, a igreja cristã tem tentado realizar os planos de Deus ignorando este vital ministério.
(...) Estes são generais e comandos militares que mobilizarão o povo de Deus para o cumprimento dos propósitos Dele. Eles têm um apetite e autoridade para executar. Necessitamos de um povo que faça algo além de falar e cantar, que deva fazer e agir já, que tenha a capacidade para terminar e completar a comissão que o Senhor lhes deu. (...) O que um grande número de crentes deseja, hoje, foi acrescentado à igreja rapidamente. Este é o tipo de unção que a igreja precisará nos últimos dias para cumprir a Grande Comissão.

(...) O movimento mundial de oração está levantando um espírito apostólico sobre a igreja. Isto ocorre porque a oração libera a unção apostólica. Jesus nos mandou orar ao Senhor para que Ele envie obreiros para Sua seara (veja Lucas 10:2). Lembre-se de que enviado é um termo apostólico. Isto nos mostra a conexão entre a oração e o apostólico. O apostólico compreende o conceito “enviando e sendo enviados”. (...) Creio que em resposta às orações de milhões de crentes, nesta hora, serão levantados mais apóstolos e ministérios apostólicos como nunca antes. De fato, creio que o maior espírito apostólico que o mundo já conheceu está começando a ser levantado agora. (...) Há mais apóstolos e profetas sobre a Terra do que antes. Estamos vivendo tempos apostólicos.

O ressurgimento dos Apóstolos – C. Peter Wagner (Global Harvest Ministries e International Coalition of Apostles, à época) [3]

A primeira se estendeu durante quase duzentos anos, apenas algumas gerações depois dos primeiros apóstolos do Novo Testamento concluírem seu ministério; a segunda se deu aproximadamente mil e oitocentos anos depois, por volta do ano 2001. Não gostaria que interpretasse mal o que acabo de dizer. Não estou dizendo que a Igreja de Jesus Cristo ou o Reino de Deus se estancou durante mil e oitocentos anos. Certamente isso não ocorreu. (...)
Estou certo de que os apóstolos têm estado presentes na história da Igreja, ao longo dos anos, apesar dos esforços, tanto no mundo invisível como no visível, para manterem-se em segundo plano. Mas mesmo assim, quem poderia duvidar de que Gregory Thaumaturgus, ou Martin de Tours, ou Patrício da Irlanda, ou Benedito de Nursia, ou Bonifácio, ou Anselmo de Canterbury, ou Savonarola, ou John Wycliff, ou Martinho Lutero, ou Francis Xavier, ou William Booth, ou Willian Carey ou Hudson Taylor foram apóstolos? (...) Tê-lo chamado “apóstolo”, no ano de 1900 [D. L. Moody], foi uma exceção à regra, já que, em termos gerais, aqueles que indiscutivelmente possuíam o dom e tinham o ofício (ou função) de apóstolo não foram reconhecidos publicamente como tais de per si, salvo casos excepcionais, como o Movimento Irvinguites de 1800 ou a Igreja Apostólica de 1900. (...) Atualmente, um crescente número de líderes cristãos reconhece e afirma tanto o dom, como a função de apóstolo. Os apóstolos ressurgiram!

(...) Até onde eu sei, a precursora desta Nova Era Apostólica, foi a African Independent Church – AIC (Igreja Independente Africana), movimento que começou por volta do ano 1900. Durante o século XX, o crescimento das igrejas independentes se diferenciou de maneira notável das igrejas tradicionais no continente africano. Recentemente, o movimento chinês de igrejas surgiu seguindo as linhas apostólicas e produziu o que possivelmente seja a maior colheita de almas vista em uma nação em um período de vinte e cinco anos. A força evangélica mais poderosa na América Latina das últimas décadas tem sido o que alguns chamam as “igrejas de base” que funcionam — vale a redundância — sobre a base dos princípios apostólicos.

A frase com a qual eu defino este odre novo que Deus está presenteando às igrejas, como as que mencionei recentemente, é: “Nova Reforma Apostólica”. É “nova” porque se diferencia de grupos de igrejas tradicionais que já tinham incorporado o termo “apostólico” ao seu nome oficial. É uma “reforma” porque somos testemunhas da mudança mais importante quanto à forma de ser igreja desde a Reforma Protestante. É “apostólica” porque o reconhecimento do dom e a função de apóstolo é a mais radical de uma extensa linha de mudanças.
(...) Jesus, quem repartiu dons ao Seu povo (...) Posteriormente, deu à Igreja pessoas dotadas em dois níveis: no âmbito funcional ou governamental (ver Efésios 4.11) e, no âmbito ministerial, por meio dos santos (ver Efésios 4.12) (...) são denominados “os dons da ascensão”, já que Jesus os deu pela primeira vez quando subiu ao céu. No entanto, outros se referem a eles como “o ministério quíntuplo”, mesmo que esta não seja a melhor escolha, já que não é o versículo 11, mas o 12 que menciona o “ministério” como a função dos santos, enquanto os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres devem ser aqueles que complementam, para que os santos possam cumprir com esse ministério. É um tema menor, mas prefiro estes dons da ascensão à designação de “cargos FUNDACIONAIS ou governamentais”. (...) não haveria igreja alguma sem a pessoa e a obra de Jesus Cristo. No entanto, no que se refere ao crescimento e desenvolvimento da Igreja após a ascensão, Jesus prefere ser reconhecido não como o fundamento, mas como a pedra angular.

Os fundamentos da Igreja, através dos anos, devem ser os apóstolos e os profetas. A pedra angular é essencial porque sustenta os fundamentos e mantém a obra unida. Se a Igreja tem Jesus Cristo, mas não tem apóstolos e profetas, é possível que não cumpra com todas as expectativas que Deus tem para ela. (...) Aqui, próton quer nos dar a entender que os apóstolos são os primeiros na ordem de seqüência, não enfatizando necessariamente a hierarquia. Para facilitar a compreensão, lhes direi que
uma igreja sem apóstolos não funcionará tão bem como uma igreja com apóstolos
.
(...) Primeiro, a igreja tradicional interpretou que os apóstolos e os profetas eram funções relegadas à era apostólica passada e, segundo, eles não existem mais. (...) Visto que, supostamente, não há mais profetas e apóstolos, então, os mestres seriam os próximos da lista. (...) a maioria das autoridades denominacionais são, ao final de tudo, administradores. Já que a pregação se tornou o ponto principal da vida congregacional, semanal; e o sermão, a forma de canalizar o ensino, muitos pastores de igrejas locais se supõem mestres. (...) Os administradores e mestres são uma parte essencial para manter o bom funcionamento da Igreja, mas os administradores serão melhores administradores, e os mestres melhores mestres, se os apóstolos e os profetas estiverem no lugar que lhes corresponde.
Aqui, nos Estados Unidos, Deus começou a preparar o caminho para o ressurgimento dos apóstolos logo após a Segunda Guerra Mundial, quando algumas igrejas e agrupamentos de igrejas começaram a reconhecer a função de apóstolos. No entanto, esse movimento eventualmente perdeu forças. (...) os movimentos apostólicos que surgiram após a Segunda Guerra Mundial foram obra de Deus e foram gloriosos! (...)
Ainda que o esforço destes líderes tenha perdido forças, não se desvaneceu completamente. No começo da década de 1990, Deus voltou a falar à Igreja acerca da restauração da função de apóstolo. Desta vez, o processo foi diferente. Foi mais gradual e envolveu os intercessores e os profetas. A década de 1970 trouxe consigo o início de um enorme movimento global de oração que hoje ainda observamos. Como parte desse movimento, o Corpo de Cristo começou a aceitar os dons e as funções dos intercessores. (...) À margem disto, é possível que um dos maiores obstáculos que este movimento apostólico teve — após a Segunda Guerra Mundial — foi o fato de os intercessores e profetas não terem aberto adequadamente o caminho aos apóstolos.

(... ) Eu não estava muito a par do que fazia o movimento apostólico até o ano de 1993. Neste ano, recebi uma nova missão por parte de Deus que me dizia que a minha prioridade devia ser levantar um ministério apostólico. (...) Suspeito que a principal razão pela qual o movimento que teve lugar depois da Segunda Guerra Mundial não alcançou o êxito esperado foi a crítica, baseada quase em sua totalidade em fatos empíricos, que usavam como sendo provas muito contundentes para negar as evidências desta restauração. (...)
(...) responder se o presente movimento apostólico corre perigo de se dissipar, como o seu antecessor. Pessoalmente, não creio que isto acontecerá e para fazer esta afirmação me baseio nas quatro observações seguintes:
1. Temos aprendido com os erros que os pioneiros do movimento cometeram, e estamos decididos a não repeti-los;
2. Este movimento está respaldado pelo ministério de intercessores e profetas, que hoje formam parte do processo de tecer esta restauração;
3. A crescente bibliografia disponível sobre os distintos aspectos do ministério apostólico, que começou a aparecer na década de 90, é impressionante. Os autores destes livros criam um sólido fundamento bíblico, histórico e teológico para este movimento;
4. O crescimento da responsabilidade apostólica, graças à formação de muitas unidades apostólicas, que compartilham a tarefa de cuidar e velar por seu ministério e seu caráter.
Segundo minha visão, Deus deu à Sua Igreja um novo odre e derramará o vinho novo em um futuro próximo.

Dra. Neuza Itioka, A Igreja Restaurada nos cinco Ministérios (Ministério Ágape Reconciliação) [4]

Desde a Reforma protestante, Deus vem restaurando o ministério da sua igreja que foi roubado pelo espírito da Babilônia. É plano dele restaurar todos os cinco ministérios como foram estabelecidos por Jesus Cristo: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres.
(... ) O ministério de pastor foi sendo restaurado (...) ninguém se opôs à restauração do ministério de mestre. De fato, a própria Reforma estava por demais fundamentada e baseada no ensino e na revelação. (...) quando Charles Finney começou a apresentar-se como evangelista, muitos rejeitaram essa ideia de um ministério de evangelização ou de evangelista. Por algum tempo isso foi considerado uma heresia, um exagero. Não se podia imaginar alguém trabalhando com os de fora, trazendo-os para dentro do rebanho. (...)
Jesus Cristo não apenas designou três ministérios, mas sim cinco (...) Para edificar o corpo de Cristo, são necessários cinco ministérios (...) Para atingir a maturidade e a plenitude de Cristo, a igreja tem que funcionar através desses cinco ministérios.
(... ) até agora a igreja de Cristo tem funcionado com apenas três desses ministérios — pastor, mestre e evangelista. E é por isso que temos muitos problemas e dificuldades na vida da igreja, no seu desenvolvimento, na sua expansão e no seu governo (...) Portanto os ministérios de profeta e de apóstolo tem que ser redescobertos e reconhecidos para o funcionamento saudável do corpo de Cristo.

O ministério profético tem sido restaurado paulatinamente desde a década dos setenta. Isto não significa que não houve profetas antes desse tempo, mas que foi a partir de então que ele começou a ser identificado com uma maior evidência e de um modo mais claro. (...) O profeta tem de entender que faz parte do conjunto dos cinco ministérios, e que está posicionado pelo Senhor com os outros membros. Não deve andar sozinho. (...) A igreja tem a tendência de exaltar o ministério profético sobre os outros ministérios, mas Jesus Cristo dispôs os cinco ministérios, cada qual com a sua verdade, com suas revelações, com a sua sabedoria e com o seu poder para equilibrar e fortalecer a igreja

(...) O uso mais antigo do termo [apóstolo] tem dois sentidos: "uma comissão expressa", e "enviado para além mar". O Dicionário do Novo Testamento Kittel indica que apostello (apostelo), a forma verbal, significa "enviar" com ênfase a quem enviou, envolvendo a ideia de que a pessoa recebe uma autorização, como no caso de mensageiros oficiais e mestres divinamente enviados. (...)

Rony Chaves apresenta os apóstolos com as seguintes características: (Chaves, Rony - op. cit., p. 18)

Revelação e reforma
O apóstolo e a sua unção trazem revelação à igreja. Os apóstolos são reformadores, trazem a reforma apostólica do novo milênio.

Reparador de brechas
Os apóstolos liberam sobre a igreja audácia, fé e visão. Eles são reparadores de brechas. Sua unção tapará os buracos que existem no corpo de Cristo, através dos quais Satanás, com direito legal, tem provocado grande dano.

Opositor da Babilônia
O apóstolo é opositor da Babilônia, que representa o falso sistema religioso dos homens. Esse sistema odeia os apóstolos e os persegue até a morte. Os apóstolos são inimigos da Babilônia e a sua mensagem perturba e confronta a igreja.

Juízo e julgamento
Como verdadeiros juízes de Deus, são levantados para trazer e estabelecer 'sentenças' e 'veredictos' do Todo-Poderoso sobre Satanás e suas hostes. Eles trazem libertação espiritual ao povo de Deus.

Pioneiro
O apóstolo é um pioneiro espiritual. Ele dá visão à igreja; é um ministério motivador, é um precursor espiritual. Com a sua unção é capaz de penetrar novas áreas e regiões e abrir o caminho para que outros continuem. Ele é literalmente 'um guia'.

Arquitetos espirituais
Os apóstolos são arquitetos espirituais. São peritos para construir e supervisionar a construção de Deus. A eles lhes cabe arquitetar, estruturar e formar a igreja e, se uma reforma do Espírito chegar, cabe-lhes, então, reorganizar e reestruturar a igreja.

Fundamentos
Os apóstolos são aqueles que colocam fundamentos. Põem o fundamento principal na Casa de Deus junto dos apóstolos do Altíssimo.

Igrejas Novas
Os apóstolos plantam novas Igrejas.

Fronteiras
Apóstolos estabelecem fronteiras. Definem com sua unção e visão até onde penetrará a igreja em seu alcance e evangelização.

Perseguição
Eles são perseguidos e rejeitados. Eles conhecem a graça de Deus e são compassivos. A Babilônia, que representa o falso sistema religioso dos homens, odeia os apóstolos e os persegue até a morte.

Ordem
O diabo usa uma atmosfera de desordem e confusão na igreja (inveja, ciúmes, brigas). Um dos propósitos do ministério apostólico é ordenar, corrigir, disciplinar, e estabelecer o respeito e a autoridade espiritual.

Paternidade
Os apóstolos são pais na casa de Deus. Afirmam a autoestima, a identidade e a segurança pessoal dos filhos ministeriais. Trazem a paternidade de Deus à igreja. O apóstolo Paulo disse que ele era pai e mãe.

Cobertura
Trazem cobertura a ministros e igrejas. A unção apostólica confirma, estabelece e fortalece. Sua unção abençoa os ministros de Deus e as igrejas do Senhor.

Doutrina
Estabelecem doutrinas (At 15:6-21).

Ministrar (passar) os dons
Eles são capazes de ministrar dons, ministérios e funções.

Sinais e maravilhas
A unção do apóstolo traz sinais e maravilhas, necessários para trazer impacto aos povos.

Guerra espiritual
Os apóstolos levam o povo de Deus à guerra; conhecem estratégias e armas de guerra espiritual.

Espírito Santo e a Palavra
Os apóstolos ministram a plenitude do Espírito Santo, a oração e o ministério da Palavra.

Obediência ao Senhor
Com paciência e resistência, levam a igreja à obediência ao Senhor.

Reforma Apostólica - Pr. Fernando Borja Pinto (equipe pastoral da Igreja Batista da Lagoinha) [5]

(...)
Por que uma nova reforma?

A primeira grande reforma protestante do século XVI, era uma reforma profundamente teológica, a reforma atual não é uma reforma da fé cristã, mas uma reforma da prática cristã, pois a reforma do século XVI veio por causa da apostasia e corrupção da igreja, a reforma atual não é muito sobre a apostasia e corrupção da igreja, mas mais contra a sua irrelevância.

Por que apostólico?

1- Cristianismo como no Novo Testamento.
As novas igrejas apostólicas refletem o estilo de igreja do Novo Testamento, pelos seus princípios de contextualizar com a cultura contemporânea.
2- Prioridade em alcançar o perdido.
Seu negócio principal como uma obsessão é de alcançar e discipular o perdido; Como os antigos apóstolos e as igrejas que eles implantaram, eles alcançaram comunidades inteiras; Para alcançar estas populações, eles adaptaram suas musicas, linguagens, liturgias, estilos de lideranças para contextualizarem a cultura; São norteados pelas experiências, e não por teorias.
3- Por causa dos dons e a função do apóstolo.
Reconhecem a restauração dos dons e função do apostolo como vivos e atuais nas igrejas hoje em dia, e esta é a mais radical diferença entre a igreja tradicional e a igreja apostólica.

(...) O elemento mais radical da nova reforma apostólica. A quantidade de autoridade espiritual delegada pelo Espírito Santo para indivíduos. As palavras mais importantes desta declaração são "autoridade" e "indivíduos". Autoridade deriva diretamente de confiança, a autoridade está investida em indivíduos em contraste a sessões, diretoria, presbitério, comitês, e outros grupos similares formados para tomarem decisões na igreja. E isto funciona em dois níveis: no nível da igreja local (pastores) e em um nível translocal (apóstolos).

(..) Apóstolo vem da palavra grega apóstolos, que é correspondente do verbo apostello, que significa, enviar com um propósito particular e com uma comissão específica daquele que está enviando. E quando isto acontece o enviado possui plenos poderes de ser como o representante pessoal daquele que o envia, e no grego antigo apostello significava ser enviado com uma autorização divina.
(...) Diferença profunda entre função e cargo. Função está relacionada com o papel ou tarefa a cumprir, diferente de cargo que está relacionado com posição ou título e poder.
(...) O Dr. Peter Wagner define o dom de apóstolo da seguinte forma: "O dom de apóstolo é uma habilidade especial que Deus concede a certos membros do corpo de Cristo, para assumirem e exercerem liderança sobre um certo número de igrejas com uma autoridade extraordinária em assuntos espirituais que é espontaneamente reconhecida e apreciada por estas igrejas."
A palavra chave nesta definição é "autoridade", pois isto nos ajuda a evitar um erro muito comum que as pessoas fazem ao confundirem o dom do apóstolo com o dom de missionário.
A palavra missionário vem do latim missionarius que significa uma pessoa enviada para uma certa área para exercer um trabalho religioso, isto trás uma certa afinidade com o conceito de (apóstolo), como um enviado. (...) Paulo atribui a habilidade que ele possuía como um judeu, nada menos que um hebreu dos hebreus, de ministrar trans-culturalmente para os gentios, através de um dom da graça. O dom de missionário. O Dr. Peter Wagner define o dom de missionário da seguinte forma: "O dom de missionário é uma habilidade especial que Deus concede a certos membros do corpo de Cristo para ministrar qualquer outro tipo de dom espiritual que ele tenha em uma segunda cultura."
(...) Pedro não era um apóstolo transcultural, ele era o apóstolo da circuncisão, para seus patriotas judeus, Paulo era um apóstolo primariamente da incircuncisão, os gentios, que possuíam uma cultura completamente diferente da qual Paulo foi criado. Pedro tinha o dom de apóstolo, mas não tinha o dom de missionário, Paulo tinha os dois dons: de apóstolo e de missionário.

Bill Hamon escreve: "A raiz principal do significado de apóstolo é ser enviado como um representante de outro, com o poder e a autoridade do representado, advinda daquele que o enviou, são como embaixadores que representam um país."

É também importante compreendermos que apóstolos são seres humanos, eles também passam por bons dias e por maus dias, pois não possuem natureza divina, eles também cometem erros.
Apóstolo John Kelly, certa vez disse: "Algumas pessoas pensam que apóstolos podem brilhar no scuro, mas não podem."
Apóstolo John Eckhardt, coloca da seguinte forma: "Existem aqueles que pensam que uma pessoa pode ser perfeita e infalível para ser um apóstolo, mas precisamos compreender que todos os dons ministeriais são dons da graça. Eles são dados por Deus pela graça e não alcançados ou adquiridos por algum mérito ou esforço humano."

(...) Na prática podemos confortavelmente reconhecer em nosso meio lideres com títulos de pastor, evangelista, e até professor ou doutor, mas não nos sentimos tão confortáveis para reconhecer o profeta, ou apóstolo, mais por causa de nossas tradições do que por uma exegese bíblica. (...) É importante compreendermos que uma coisa é a função e a outra é o dom de apóstolo. Qualquer função advém do reconhecimento público pelo corpo de Cristo, de que um indivíduo possui um determinado dom e que é autorizado a ministrar este dom de um modo oficial. Estamos muito acostumados com a ordenação de pastores, quando oficialmente lançamos pastores em um ministério com reconhecimento público.

(...) John Eckhardt diz: "Não existe substituto do apóstolo. O profeta, o evangelista, o pastor, e o mestre, não podem fazer o que o apóstolo pode fazer, nem o apóstolo pode fazer o que os outros dons podem fazer, cada dom é necessário e com um propósito único, eles não são opcionais, se Deus os colocou na igreja, é porque eles são todos necessários."

Uma vez que os apóstolos recebam o reconhecimento devido, a igreja se moverá em novos níveis. David Cannistraci diz: "O inimigo tem pavor do apóstolo, ele teme a completa restauração dos ministérios na igreja."

(...) John Kelly diz: "Estamos vivendo em um momento critico, existe uma grande necessidade nesta geração do ministério apostólico com milagres, e atos e declarações proféticas. Quando surgirem apóstolos aos milhares, seremos capazes de conquistar nações para Jesus Cristo, a grande colheita não pode ser feita sem a restauração destes ministérios."

Apóstolos possuem uma extraordinária autoridade espiritual, e ao contrário de homens que se auto-nomeiam apóstolos, a iniciativa de todo o processo se inicia com Deus, da mesma forma que isto acontece com qualquer outro dom espiritual. (...) Deus é quem indica, e a igreja apenas reconhece aquilo que Deus já determinou. Nós já possuímos o costume de fazer isto com os nossos pastores, e chamamos este processo de "ordenação", todo comitê de ordenação possui a compreensão de que a sua tarefa é de apenas publicamente confirmar aquilo que Deus já fez.

(...) Esta liderança carismática não pode vir de uma organização, como uma promoção em uma certa posição de liderança, não advem de nenhum sistema corporativo, mas diretamente de Deus. Bill Hamon, coloca isto da seguinte forma: "Apóstolos possuem uma autoridade delegada para representar o Reino de Deus de forma governamental e não de forma religiosa, com autoridade hierárquica concedida por homens, mas uma autoridade espiritual concedida por Deus."

(...) Em qualquer dos 5 dons ministeriais deve-se seguir a seguinte regra:
1- Recebe a revelação de Deus. Chamado.
2- Treinamento para o ministério, prática.
3- Evidencia de frutos. Frutos que permaneçam. Pois toda obra será provada pelo fogo.

(...) Ninguém poderá ser reconhecido como um apóstolo se não tiver as características de 1 Timóteo 3:2-6. Genuína humildade é uma das principais características de um apóstolo. Genuínos apóstolos são reconhecidos por seus liderados como servos, e quando isto acontece, a autoridade é liberada porque os seus seguidores creem que qualquer decisão do apóstolo será sempre para beneficio deles.

(...) Os que se relacionam com o apóstolo, o tem como um pai, e pais espirituais fornecem proteção, exemplo, correção, delegação de autoridade. Isto é tão importante que irá fazer os filhos crescerem em fé, onde muitos serão liberados para exercerem seus próprios ministérios. (...) Apóstolos maduros são como pais, os pais estão sempre preocupados com o bem estar de seus filhos, e estão sempre mais preocupados com o sucesso dos filhos do que deles mesmos, verdadeiros apóstolos estarão sempre interessados em gerar filhos e filhas para o ministério.
(...) Verdadeiros apóstolos são santos. Verdadeiros apóstolos são exemplos de piedade e santidade.

NOTA:
No Brasil, vários apóstolos foram reconhecidos antes de 2001. Claro que as informações que conheço são poucas, e a cada nova informação vou relacionando em Apóstolos no Brasil 1. Oficialmente, o início da Nova Reforma Apostólica no Brasil se deu em 5 de agosto de 2001 [seguindo a data do Dr. Wagner], quando o Apóstolo Rony Chaves reconheceu ao Ministério Apostólico Jesher Cardoso, Valnice Milhomens, Arles Marques e Mike Shea, durante o Seminário da Rede de Intercessão Estratégica patrocinado pela Dra. Neuza Itioka.

Referências:
[1] Definition and Description of an 'Apostle'. ICAL.
[2] ECKHARDT, John. O Ministério Apostólico. In: Moving in the Apostolic. Tradução: Silas Quirino. 2004. Não encontrei a versão original, que usei em 2010, mas uma outra, idêntica.
[3] WAGNER, C. Peter. O Ressurgimento dos Apóstolos. In: Apostles Today. Tradução: Silas Quirino. Não encontrei a versão original, que usei em 2010, mas uma outra, idêntica.
[4] ITIOKA, Neuza. A Igreja Restaurada nos Cinco Ministérios. In: A Noiva Restaurada. 3. ed. São Paulo: Naós, 2005.
[5] PINTO, Fernando Borja. Reforma Apostólica. Seção Vida Cristã. Lagoinha. Adaptações minhas.

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