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quarta-feira, 10 de março de 2010

II - A Chamada Apostólica - Apóstolos do Século XXI

II - A Chamada Apostólica

{última atualização: 04/02/2017}

Quando Jesus ascendeu ao céu, depois de Judas Iscariotes estar morto, Pedro se levantou no meio dos cento e vinte irmãos dizendo:

Atos 1.21-22 (NVI)

"Portanto, é necessário que escolhamos um dos homens que estiveram conosco durante todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu entre nós, desde o batismo de João até o dia em que Jesus foi elevado dentre nós às alturas. É preciso que um deles seja conosco testemunha de Sua ressurreição."

Então, eles escolheram Barsabás e Matias. Tiraram sortes, e Matias tomou o apostolado.

Muitas pessoas acham que todos os apóstolos devem ter essas qualificações. Mas, a Bíblia não diz isso.
Essas deviam ser as qualificações para os Doze Apóstolos. O grupo especial de líderes que Jesus escolheu para começarem a Igreja. Eles foram a base para o início da Igreja.



Tanto é que a vaga de Judas fica entre Matias e José Barsabás, que segundo a tradição eram dos Setenta. Outro apóstolo bíblico, talvez o que mais trabalhou para a Igreja, não cumpriu essas qualificações. Saulo de Tarso teve uma visão do Cristo ressurreto, mas não esteve com os demais apóstolos acompanhando Jesus. Não estava com eles nem no batismo, no ministério, na crucificação, na ascensão ou no Pentecostes.
Podemos conjecturar que Barnabé tenha estado com Jesus nos dias de Seu ministério; talvez ele sim tivesse os requisitos de Atos 1. Mas, Barnabé e Saulo, como vimos antes, não são os únicos apóstolos que o Novo Testamento cita. Se Tiago não creu em Jesus até vê-lo Ressurreto, também não podia ser um apóstolo segundo Atos 1. E, se Apolo está incluso no "nós apóstolos" de 1 Co 4, também não poderia ser apóstolo segundo Atos 1.

As pessoas falam mal de alguém ser chamado apóstolo por ignorarem o Novo Testamento. Onde só Jesus é chamado de Pastor. Se você teme o termo apóstolo porque poucas pessoas foram chamadas apóstolos no novo testamento saiba que uma só foi chamada Pastor; Jesus. Pastor, portanto é um nome ainda mais restrito que apóstolo. [1]

Assim, na verdade, o imprescindível para o apostolado é a chamada de Jesus Cristo, que chama alguém para ser seu embaixador, mensageiro e representante (significado da palavra apóstolo) do Reino de Deus na Terra.
Alguns teimam em levantar esse argumento: um apóstolo era chamado apenas por Cristo, a Pedra Angular, o Cabeça da Igreja. E nós não discordamos disso, mas todo ministério é chamado por Cristo, seja apóstolo, profeta, evangelista, pastor, mestre, diácono, líder de célula, músico, líder de louvor, ou porteiro. Ele deu cada um à Igreja. A diferença de um para o outro é o propósito do Senhor para cada chamada. Nem mesmo os apóstolos do Novo Testamento tinham chamados, funções, serviços iguais, mas cada um atuava na esfera que o Senhor deu.

No decorrer de toda a História Cristã, Deus levantou apóstolos para a edificação e expansão do Corpo de Cristo. Milhares de embaixadores do Reino foram (e são) enviados para as nações. Foram (e são) apóstolos de Jesus Cristo mesmo sem serem chamados assim.
A Igreja de Cristo precisa de pastores, de mestres, de evangelistas, de profetas e de apóstolos (Ef 4.11). Deus estabelece apóstolos para o Corpo de Cristo (I Co 12.28).
É óbvio que apóstolos sempre existiram na Igreja. Mesmo sem esse título. Eles não precisavam ser chamados assim para cumprirem o propósito de Deus. O que faz um apóstolo não é o título, já que eu posso me chamar de apóstolo. O que faz um apóstolo é a chamada de Deus para isso.
Como Lutero escreveu: "Agora sim, se os apóstolos, evangelistas e profetas já não vivem, outros tiveram que tomar o seu lugar e o tomarão até o fim do mundo, porque a igreja há de durar até o fim do mundo e, por isso, apóstolos, evangelistas e profetas devem permanecer, sim, não importa como sejam chamados, para promover a palavra e a obra de Deus.” [2]

As três Pessoas da Trindade enviam apóstolos. O Pai enviou o Filho como primeiro Apóstolo (Hb 3.1). O Senhor Jesus “chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos” (Lc 6,13, Jo 20.21). O Espírito Santo chamava e capacitava pessoas para serem enviadas pela igreja (At 13.1), e continua a fazer isso. Os ministérios de Efésios 4.11 existem para capacitar os membros para o serviço, edificar a Igreja para ser madura espiritualmente e gerar a unidade da fé e do conhecimento de Deus.

Homens e mulheres dispostos a serem mensageiros de Deus para as nações. Mesmo não tendo apoio de nenhuma grande igreja, ou sendo presidente de uma. Nem sendo ricos ou capacitados pelos estudos e doutorados nos EUA. Sem isso, e sem muito mais que os apóstolos de hoje tem, os apóstolos de antes fizeram (e muitos ainda fazem hoje) a obra que o Senhor os chamou.

Ainda assim, nenhum apóstolo de hoje é como Pedro, Tiago, João, André ou Matias. Nenhum dos apóstolos de hoje andou com Jesus. Nenhum pode adicionar um novo escrito à Bíblia. "Quando uma pessoa hoje é chamada de apóstolo não está imiscuindo-se entre os primeiros 12, nem Paulo o fez, embora tenha feito mais que qualquer outro ele não era da primeira equipe..." [1] E, nenhum verdadeiro apóstolo hoje, reivindica isso.
Erros Comuns quanto a Apóstolos: Líderes de seitas e falsos mestres afirmam ter autoridade que é, na prática, igual a das Escrituras porque eles são como aqueles apóstolos que escreveram a Bíblia. Mas essas pessoas são falsos apóstolos (2Co 11.13; Ap 2.2) e "super-apóstolos" auto-iludidos (2Co 11.5,13;12.11). [3]

Aquele que subiu em triunfo às alturas, como Pedra Angular, deu aos primeiros Apóstolos e Profetas a missão de lançar os ensinos fundamentais da Igreja (At 2.42, Ef 2.20). Os Apóstolos e Profetas receberam sua mensagem por revelação, e a interpretaram, proclamaram e escreveram sob a inspiração do Espírito Santo (Ef 3.1-5). Por isso, temos as Escrituras do Antigo e Novo Testamento como a palavra de Deus e regra de fé e prática. Muitos alegam que os apóstolos definiram a doutrina da Igreja, mas isso não é totalmente verdade; se essa doutrina é a Escritura, fica claro que apenas alguns poucos apóstolos escreveram livros canônicos. Novamente, toma-se uma missão específica de alguns (Mateus, João, Paulo, Pedro, Tiago e Judas) como a de todos.

Creio que o problema de muitas pessoas em aceitar que o ministério apostólico esteve e está presente na Igreja mesmo depois da Era Apostólica é por causa da vanglória e presunção de alguns dos apóstolos do século XXI.
Não tenho dúvidas de que os ministérios apostólicos citados em Efésios 4.11 – apóstolos e profetas – são também para os nossos dias e não apenas os de mestre, evangelistas e pastores. Por que aceitamos os ministérios de pastor, mestre e evangelistas e desprezamos os de apóstolos e profetas? No entanto, quando com maior profundidade estudo sobre os ministérios, fico a pensar se não seria melhor deixar esse assunto de lado.
Sabe por que? Porque a pouca e difusa luz que temos sobre o assunto gerou um apostolicismo diferente do dos tempos bíblicos, pois, convenhamos, uma coisa era ser apóstolo ou profeta nos dias da igreja do Novo Testamento, outra bem diferente é ser apóstolo ou profeta nesses dias. A megalomania de muitos pastores corrompeu e chafurdou o verdadeiro sentido desses ministérios! E uso a palavra chafurdar no seu sentido mais real possível! [4].

Se ser apóstolo é um dom do Senhor, não há porque ser tomado pela soberba.
... quem vive brigando por títulos para si ou se ofende com títulos de outros, ainda não entendeu nada sobre o assunto de serviço cristão.
Jesus também era Apóstolo. Quem chamou Jesus de Apóstolo foi o autor de Hebreus (Heb 3:1). Mas Jesus disse de si mesmo: Eu sou o Pastor. Jesus é O Pastor. E bom. É melhor ser um bom Pastor que um mal apóstolo, um evangelista preguiçoso, um mestre herege, e um profeta mal educado.

Hoje vejo pessoas que quando chamadas de Pastor dizem: “Eu sou o Apóstolo!” Como se apóstolo fosse mais importante que pastor. Ignorando inclusive que todo apóstolo é um pastor. Se um apóstolo não for pastor ele não é nada. Um apóstolo é um pastor que profetiza, evangeliza e ensina. Apostolado não é hierarquia é função. Alguns chamam de Pastor quem tem função apostólica com o objetivo de asseverar a discordância teológica mas se um apóstolo é maduro deve sentir-se honrado com isso. Não sou líder de meus pastores por ser apóstolo, mas por ser considerado pai na fé. A minha liderança sobre eles não está em título, mas na decisão do coração deles de olharem para mim como seu líder e pai na fé. [1]

Um verdadeiro apóstolo não pode se esquecer de que ele é apenas um mensageiro. Nada pode torná-lo orgulhoso. Deve ser humilde. Ele deverá ser fiel (I Co 4.2). [Dentro do nosso movimento, saiba quais são as características que se esperam de um apóstolo em O que é um apóstolo?, do Dr. C. Peter Wagner.]

Poderá ser preso como os primeiros apóstolos foram. Se for pelos mesmos motivos que Paulo e os demais da Bíblia...
Desde aquela época, muitos verdadeiros servos de Deus foram presos por pregar o Evangelho em lugares onde ele é proibido. Basta ler O Homem do Céu. Mas, ser preso por entrar com dinheiro não declarado, por se envolver com escândalos, sonegando impostos e fazendo aliança com corruptos? Não devem se esquecer de que os apóstolos estão em último lugar, são um espetáculo para o mundo (I Co 4.9). É digno do seu salário (I Co 9.13-14), mas não deve procurar enriquecer à custa da Menina dos Olhos de Deus (I Tm 6.3-11)

É inevitável que erre, pois é um homem e não é perfeito. Até Paulo repreendeu a Pedro e o corrigiu (Gl 2.12). Mas, não deve viver no erro, afinal se é um apóstolo de Cristo deve ser um proclamador da verdade. Em tudo deve ser um exemplo para os fiéis e os infiéis. [Este ponto é lembrado por alguns apóstolos em Nova Reforma Apostólica.]

Vemos “apóstolos” que querem enriquecer, querem os primeiros assentos nas igrejas (Lc 14.7-14), não querem sofrer. Mas, é necessário passar por tribulações para podermos entrar no Reino de Deus (At 14.22). Enquanto, para alguns, “super apóstolos”, passar perseguição não é para eles, e o Reino de Deus é para ser vivido em glórias humanas. Aceitam e querem dinheiro como pagamento de seus “serviços espirituais”, em vez de não se corromperem nem explorarem a ninguém. Enquanto isso, no post anterior, vimos que no século II, um apóstolo/profeta era tido como falso se pedisse dinheiro da congregação.

Sem contar que não estão muito atentos à verdadeira fé apostólica, aos ensinamentos que o Apóstolo da nossa confissão e Seus servos ensinaram. Não são poucos os ensinos nada bíblicos que muitos “apóstolos” ensinam hoje. Alguns apóstolos de hoje não costumam ensinar a Palavra de Deus de forma integral, preferindo falar de passagens de bênçãos, de cura e de promessas.

Os falsos apóstolos dizem possuir conhecimento e eloquência superiores (II Co 11.6), em vez de terem conhecimento e humildade. Baseiam suas práticas em visões e revelações, que nem sempre vem de Deus (basta lembrar que anjos deram outro evangelho para Joseph Smith). Apóstolos não são dados como um acréscimo aos ensinos da Bíblia, mas para orientar e reconduzir a Igreja à Bíblia. A função dos apóstolos e profetas de hoje não é trazer “novas revelações”, ou pregar “outro evangelho”, mas proclamar, novamente, em cada geração a mesma fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos (2Pe 3.2, Jd 1.3).

A começar que gostaria de ser um apóstolo como Paulo de Tarso e não como os de hoje! Paulo era apóstolo mesmo. Nunca esteve no governo da igreja. Ele estabelecia líderes, nomeava-os perante a igreja e botava o pé na estrada, ora para fortalecer os irmãos, ora para começar novas comunidades. Os de hoje botam o pé na estrada também – mas para fazer turismo. E quando estão na cidade encostam a espalda em confortáveis cadeiras, cercados por secretárias e assistentes que lhes cumprem as ordens! Posso afirmar que mesmo tendo o título de apóstolos e sendo consagrados ao apostolado, apóstolos que continuam governando a igreja não são apóstolos. O verdadeiro apóstolo não governa, nem fica plantado liderando uma igreja local nem nacional. Até porque o apóstolo foi dado à igreja e não para um determinado grupo apenas!
Gostaria que Paulo deixasse bem claro que apóstolo é o mesmo que enviado.
Se Paulo soubesse o que iria acontecer no fim dos tempos teria deixado uma série de recomendações aos futuros apóstolos, mas não deixou nem mesmo um versículo bíblico que defina o verdadeiro apóstolo, a não ser por dedução teológica.
Síndrome apostólica! Apareceram apóstolos não se sabe de onde! Não há dúvidas de que alguns o sejam, mas outros... [4]

Um verdadeiro apóstolo é aquele que está disposto a se sacrificar pelo seu Rei, como embaixador em uma terra estranha. Os verdadeiros apóstolos não conseguem viver com disputas no reino de Deus e não alimentam o espírito de partidarismo. Se um “apóstolo” causa divisão e sectarismo, ele não é um apóstolo. Pois os apóstolos de Jesus se lembram da oração do Senhor da Igreja, em João 17, pela unidade e amor dos que são Seus.

Nossos críticos lembram que Paulo afirma que sua autoridade apostólica era confirmada através dos milagres que fazia (2 Co 12.12). Esse argumento, sendo usado por cessacionistas totais, até é natural, já que não acreditam que os dons do Espírito sobreviveram ao primeiro século, mesmo com textos patrísticos dizendo o contrário. Mas, usado por pentecostais, beira ao bizarro.
Obviamente que muitos charlatães estão por aí, falsificando milagres, ou até mesmo operando através de outro espírito, mas o falso não impede o verdadeiro.
Apóstolos bíblicos operavam milagres, talvez uns com mais poder que outros. Basta lembrar que a sombra de Pedro e os lenços de Paulo eram canais de cura, mas isso não quer dizer que os demais apóstolos faziam milagres do mesmo jeito. Além disso, não era apenas apóstolos que faziam milagres. Existe um falho argumento cessacionista que diz que apenas 83 pessoas na Bíblia podiam usar os dons (Doze+Setenta+Paulo). Isso falha ao vermos uma congregação inteira sendo exortada no correto uso dos dons (1 Co 12-14). E, Estevão também fazia milagres em Jerusalém, Filipe em Samaria, Ananias em Damasco. Lembro-me de Juan Carlos Ortiz comentar em O Discípulo que até um "diácono" daqueles dias tinha muito mais poder que qualquer grande líder de hoje. E todo crente deve operar curas e milagres. Os dons estão disponíveis. A presença do Espírito está disponível. Se não operamos no sobrenatural, é porque não oramos.

Também argumenta-se que apenas os apóstolos tinham autoridade para estabelecer a ordem nas igrejas, nomear presbíteros, decidir disciplina e doutrinas. Novamente, acredito que isso é falho.
Mesmo que vejamos Pedro e Paulo fazendo isso, por exemplo, não quer dizer que apenas eles o fizessem. Primeiro, que não era toda comunidade que contava com um apóstolo à disposição sempre que quisesse. Segundo, Atos 13 diz que haviam profetas e mestres em Antioquia, e diz que estes, e a igreja reunida, obedecendo à ordem do Espírito, separaram Saulo e Barnabé como apóstolos. Não há notícia de Pedro, Tiago ou João terem ido lá legitimar a escolha de mais dois apóstolos de Jesus. Terceiro, Paulo ordena que Tito e Timóteo façam isso em suas comunidades, e para muitos (não para mim) eles eram apenas pastores; mesmo que tivessem uma direção de Paulo, não seriam "apóstolos".

O apóstolo e profeta costa-riquenho Rony Chaves, um dos mais importantes para o movimento apostólico no Brasil, diz sobre os apóstolos em Apuntes sobre el Ministerio Apostólico:
Apóstolos não surgem da noite para o dia, são o resultado de um processo de crescimento, amadurecimento e seleção do Senhor. Porém, necessitam-se de algumas coisas para reconhecê-los.
1 – O apóstolo pessoalmente deve conhecer e saber que Deus lhe chamou.
2 – Deve ser reconhecido pela liderança de sua própria congregação.
3 – A Congregação local deve também reconhecê-lo.
4 – Deve ser reconhecido como apóstolo por aqueles que ele estabeleceu e fundamentou na fé.
5 – Deve ter testemunho de seu ministério por outros Apóstolos.

O título "Apóstolo" de nada serve se estes itens forem ignorados. [5]

Encerrando, ao defendermos a necessidade dos ministérios de apóstolos e profetas, não quer dizer que menosprezamos os demais ministérios. Todos são necessários! Nenhum deles pode ser vilipendiado! A Igreja, desde o século II, sofre por negligenciar um ou outro ofício, e valorizar outros, especialmente os de administração.
Edificada sobre esta base [os fundamentos] os outros ministérios constroem. O Evangelista vê que está tudo preparado para que possa trazer sua palavra e para que os novos convertidos sejam ensinados e pastoreados e então seu ministério floresce. Os pastores e mestres ficam felizes pois podem exercer seu ministério sem se preocupar com a organização e o evangelismo. Podem se dedicar ao que fazem melhor, cuidar das pessoas. Os ministérios fluem, porque cada um faz sua parte. A Casa de Deus é restaurada e cresce como edifício bem ajustado.
É um discernimento muito claro sobre nossa tarefa. Certamente o Senhor nos deu os dons para colocar fundamentos para pessoas e organizações e teremos alegria em servir aos outros com estes dons. [6]

Ninguém deve querer ser apóstolo, sem ter sido chamado para isso. Por mais que se multipliquem pessoas com esse título, você, que é "apenas" pastor ou evangelista, ou bispo, não queira um título que o Senhor não lhe deu o chamado. Conheço "faculdades" que outorgam o título de apóstolo para "servos de Deus" que fazem um curso pago, à distância. Eu, César, tenho particular nojo por isso! Também não deve se sentir menor, por portar um "título" que parece ser "menor" (coloco entre aspas porque se você, pastor, se acha menor que alguém que é chamado de apóstolo, só porque é "pastor", talvez tenha alguma coisa errada também no seu coração).
Os cinco ministérios de Efésios 4:11 aparecem no mesmo versículo, de modo paralelo e não hierárquico de modo que não se trata de um ser mais relevante do que outro, mas sim um completar o outro em funcionalidade para o bem do Corpo Inteiro e da comunidade dos Santos. Então porque alguns brigam por título de apóstolo? O fazem porque não entendem que não importa o título pelo qual lhe chamam e sim o bom coração diante de Deus. [1]

Assim, existem verdadeiros apóstolos, levantados pelo Espírito para a Igreja, mas existem muitos falsos apóstolos, lobos em pele de cordeiro, com aparência de piedade, mas cheios de iniquidade. Assim como existem pessoas que estão se enganando achando que são apóstolos, mas na verdade são chamados a outros ministérios (e não esquecendo que tem gente que nem chamada é). Também, sempre existiram falsos pastores, falsos mestres, mas, ao reconhecermos os falsos, nunca cogitamos excluir os verdadeiros. É dessa forma que também agimos em relação aos apóstolos e profetas.

Que Deus nos dê verdadeiros apóstolos!

Referências:
[1] - LUIS, Arcélio. Apóstolos e Apóstolas Hoje. In: Pastor William Hudson. 2016.
[2] - “Dos Concílios e da Igreja”, in Martinho Lutero – Obras Selecionadas, Vol. 3, pp. 300-432, Eds. Sinodal/Concórdia, 1992.
[3] - DRISCOLL, Mark. Quem você pensa que é?: Encontre sua verdadeira identidade em Cristo., Mundo Cristão, 2014.
[4) - SOUZA, João de. Apóstolo Apostrofado. Pastor João, 2004
[5] - CHAVES, Rony. Apuntes sobre el Ministerio Apostólico. S/d. p. 83. Tradução minha.
[6] - FUCHS, Gerhard. Apóstolos e Profetas. RENAS, 2012.
* Algumas frases do artigo eu devo ter encontrado em algum site, na época da primeira publicação. Mas, eu não tinha ideia de como fazer uma pesquisa correta, e não guardei links ou referências. Por isso, perdão se algo você já tiver visto em outro lugar. Os grifos nas citações são meus.

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