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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Pequena História do Movimento Apostólico no Brasil


Nesses longos 10 anos que tenho investigado o Movimento Apostólico no Brasil, tenho me deparado com diversos líderes, diversas histórias, diversas linhas de entendimento, mas apesar do que dizem alguns, creio ser esta a linha mais apropriada para entender a conjuntura do novo apostolado brasileiro:

1. Pré-Nova Reforma Apostólica: é o período que se inicia com as primeiras igrejas com apóstolos, a Palavra Viva (Living Word, originária de John Robert Stevens) e a Igreja Apostólica (Apostolic Church, originária da Inglaterra). Como destacado, são igrejas estrangeiras, que iniciaram missões no Brasil na segunda metade do século XX. O primeiro apóstolo brasileiro me parece ser Adiel Almeida de Oliveira, ordenado pela A Palavra Viva em 1973.
Outro movimento pioneiro, além da A Palavra Viva e a Igreja Apostólica, foi o ligado ao avivamento argentino, liderado por figuras como Jorge Himitian e Orville Swindoll. Desde a década de 1980, eles já vinham exercendo um ministério apostólico que também influenciou o Brasil até a década seguinte. Apóstolos ligados à renovação carismática argentina também foram reconhecidos no Brasil, como Abílio Chagas, embora eu não saiba precisar os anos.
Depois, passamos às datas oficiais, daqueles que não deixam de fora de suas biografias esse dado. Entra aqui a ordenação de Miguel Ângelo (Cristo Vive) em 1991 e Estevam Hernandes (Renascer em Cristo) em 1996. Apesar do que afirmam, nem Miguel nem Hernandes são o primeiro apóstolo do Brasil, como constatamos.
Contudo, alguns outros apóstolos também foram reconhecidos na última década do século XX. É possível conjecturar que, além dos que conheço, e resgatei, outras pessoas tenham passado pelo processo de unção apostólica.

2. Estabelecimento da Nova Reforma Apostólica no Brasil: quando acontece o reconhecimento apostólico em 5 de agosto de 2001, de Valnice Milhomens, Arles Marques, Jesher Cardoso e Mike Shea, durante o Seminário da Rede de Intercessão Estratégica em São Paulo, através do Dr. Rony Chaves. Considero esta data o início oficial da Nova Reforma Apostólica no Brasil, pois é feito a partir de um apóstolo da Coalizão Internacional de Apóstolos (iniciada em 1999), com reconhecimento em toda a América Latina. Saliento ainda que, para o Dr. C. Peter Wagner, 2001 é o início da Segunda Era Apostólica, ou Nova Reforma Apostólica.

3. Consolidação do Movimento Apostólico Brasileiro: de meados de 2001 ao início de 2006.
Entre os apóstolos nesse período, estão Renê Terra Nova e Márcio Valadão, em 2001, na primeira Conferência Profética, Neuza Itioka, em 2002, Dawidh Alves, em 2003, Túlio Barros, em 2004, Ezequiel Teixeira, em 2005, e muitos outros, especialmente alguns conhecidos ainda em atividade no Brasil.
Destaca-se nessa fase a criação do Conselho Apostólico Brasileiro, em 7 de março de 2005, que reuniu algumas lideranças apostólicas para prover cobertura e direção para aqueles que se alinhassem à eles.

4. Expansão a partir de 2006: em 2006 acontecem dois momentos importantes para o Movimento Apostólico Brasileiro, transformando esse ano na segunda data fundamental.
Em maio de 2006, na Conferência Líder que Transforma, alguns apóstolos são reconhecidos por diversas lideranças, de variadas coberturas, e é formada a Coalizão Apostólica Profética Brasileira na mesma ocasião.
Em novembro, Renê Terra Nova inicia a unção apostólica de seus liderados na Visão Celular no Modelo dos Doze. Até esse momento, não haviam ainda apóstolos ligados diretamente à Visão Celular, ungidos a partir desse trabalho, apesar de existirem apóstolos que fossem G12. É um evento importante pois a partir daí, e anualmente, Terra Nova tem legitimado milhares de apóstolos ligados diretamente ao seu movimento.

5. Saturação: a partir de então, torna-se incalculável o número de apóstolos no Brasil. Primeiramente, as organizações de até então aumentaram seus números, bem como novas foram surgindo, como as redes apostólicas nacionais e as de origem estrangeira, que tem se fortalecido. Mas, em seguida, é necessário enfatizar que muitos dos apóstolos brasileiros não tem ligação alguma com nenhum movimento estabelecido, como o Conselho Apostólico Brasileiro, o M12 ou alguma das redes apostólicas. Nesses, incluem-se pessoas conhecidas, como Valdemiro Santiago e Agenor Duque, e os milhares de líderes de pequenas igrejas. Infelizmente, entra aqui também entidades que tem criado e vendido até cursos de apóstolo. Destes, eu fujo nas pesquisas.

Para algumas informações a mais, leia:
Antecedentes Apostólicos, com uma pequena história dos últimos dois séculos de apostolado;
Organizações Apostólicas, com a criação da ICAL, CAB, e redes;
Brasil 1, onde fiz uma pequena lista dos líderes que sei que foram reconhecidos apóstolos antes de agosto de 2001.

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